Já saber viralizar no Facebook?

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A importância da experiência do usuário para um bom aplicativo
*Igor Baliberdin
O mercado de aplicativos móveis tem se mostrado um terreno fértil, impulsionado principalmente pelo crescimento na venda de smartphones e tablets em todo o mundo. O Brasil é um dos maiores consumidores na área, movimentando a bagatela de US$ 25 bilhões, segundo o Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT). Até 2017, a expectativa é chegar a US$ 70 bilhões.
Os números não deixam de surpreender. Não é à toa que milhares de desenvolvedores têm empenhado tempo, recursos e know-how para criar aquele que pode ser o próximo WhatsApp e abocanhar módicos US$ 19 bilhões de alguma gigante de tecnologia como o Facebook. Como resultado, as lojas de aplicativos estão abarrotadas.
 A Apple, por exemplo, conta com mais de 600 mil apps. Logo em seguida está o Google, que opera com sistema Android, com mais de 400 mil apps. Não distante, o Windows Phone aparece com pouco mais de 150 mil apps. Deu para perceber que a concorrência é ferrenha, não é? Como lançar então um aplicativo no mercado que não seja fadado a ser apenas mais um? Essa é a pergunta de um milhão de reais, sem dúvida.
 A boa notícia é que com a imersão nos conceitos de user experience, ou seja, na experiência de navegação do usuário no aplicativo, as chances de dar certo são muito maiores. Não há fórmula mágica, o app ideal é fruto de um bom planejamento, onde são definidas suas funcionalidades e o fluxo de informações. Na prática, é aquele que atende às necessidades do usuário dentro da sua proposta, ou no melhor dos casos, vai além do que se propõe. Se o programa for irrelevante no dia-a-dia do consumidor, seu sucesso será comprometido.
 É importante ter em mente também que as pessoas esperam que o app seja intuitivo e por consequência, que seja fácil de navegar. Normalmente quando ele se revela muito complexo, as informações contidas nele não são bem digeridas, e consequentemente, isso pode ocasionar na falta de interesse do usuário em continuar com ele instalado no seu smartphone/tablet.

 Raio-X do aplicativo

 Diferentemente dos sites que navegamos por meio de um computador (PC), os aplicativos criam uma relação muito mais próxima com o usuário. Quando falamos dos smartphones hoje, eles já funcionam praticamente como “próteses” do nosso próprio corpo, e como tais, os apps assumem a função de fontes de pesquisa, ferramentas de entretenimento e claro, meios muito potentes para conectar pessoas, diferentemente do que alguns defendem.

É nesse complexo cenário que atua toda a equipe de desenvolvimento de um aplicativo. Ela é responsável por arquitetar a futura interação do usuário, criar conteúdos, definir fluxos da informação e novas experiências em usabilidade, desenvolver a parte visual do projeto e interligar todos esses pontos por meio da programação.

Para garantir o sucesso do projeto, os profissionais precisam levar em conta inúmeros fatores, entre eles, as questões culturais. Um usuário da plataforma Android, por exemplo, navega de modo diferente de um usuário da plataforma iOS. A idade das pessoas, e como elas usarão o app (sentados, em pé, deitados...) também são informações relevantes para garantir que a experiência de navegação seja positiva e que o conteúdo seja bem compreendido.
 Muitos teóricos dizem que vivemos o século das emergências, ou seja, tudo deve acontecer em velocidade recorde. Essa mesma lógica pode ser utilizada na criação de um bom aplicativo. Se diminuirmos o número de cliques durante sua interação, por exemplo, aumentamos a velocidade de consumo, permitindo que o usuário não desista do app por falta de tempo ou paciência.
 Mas nada adianta a velocidade e performance, se o conteúdo for de difícil “digestão”. Evitar grandes quantidades de conteúdos e ter a certeza que a quantidade mais baixa tenha qualidade é também uma preocupação para a equipe que desenvolve um app. Não obstante, ter o dom de prever os futuros desdobramentos do projeto, talvez seja a qualidade mais importante.
 Sabemos que usuário é bombardeado de informações o tempo todo e isso gera um acúmulo de referências que vão orientar as suas necessidades. Se os profissionais que atuam com o desenvolvimento de aplicativos estiverem atentos a isso, vão conseguir  prever as necessidades futuras deste usuário, e de quebra, poderão oferecer algo novo antes dele mesmo sentir essa necessidade. É um ciclo. É claro que nada disso é muito fácil. Mas quem disse que seria?

 *Igor Baliberdin – é Diretor Criativo e de usabilidade da Kanamobi. Em sua carreira foi diretor criativo de grandes agências como One Digital e Ginga.
 
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