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Junto com a equipe da Unifesp, o dr. Beny Schmidt é um dos responsáveis pela técnica revolucionária de neuromodulação,  que aumenta a esperança de recuperação de paraplégicos e tetraplégicos. A técnica consiste no implante, por videolaparoscopia, de  eletrodos neuroestimuladores nos nervos ciático, femoral e pudendo (nervos sacrais) e promete aumentar a esperança dos pacientes e alcançar resultados inéditos no País.


Schmidt explica, passo a passo, como funciona todo o processo da neuromodulação.

“O primeiro passo é ter absoluta certeza de que o candidato está apto a passar pela técnica. Para isso, ele precisa passar por três exames, um neurológico completo, um com o cirurgião habilitado para fazer o procedimento e um neuromuscular. A partir do resultado destes três exames nossa equipe precisa estar totalmente convencida de que o candidato está apto não só para realizar a neuromodulação como para ter sucesso com a técnica”, explica o médico.

A segunda etapa consiste na preparação para a neuromodulação, com o fortalecimento muscular por meio da fisioterapia motora e da hidrocinesioterapia. “Esta fase é fundamental para que, cerca de três ou quatro semanas após a colocação e a fixação dos eletrodos nos nervos (por meio do processo de fibrose), o paciente já possa começar a movimentar os membros”, afirma Schmidt.

A hidrocinesioterapia volta a exercer papel fundamental na etapa pós-implante, já que os exercícios em ambiente sem gravidade fazem com que a expectativa do paciente em voltar a andar se torne ainda mais real.

A partir daí, começam a surgir efetivamente os avanços em diversos aspectos do cotidiano do paciente, que trazem um incremento incrível na sua qualidade de vida. “Sim, temos a expectativa de que todos eles voltem a andar e, mais do que isso, estejam de volta ao mercado de trabalho, o que é um marco na independência pós neuromodulação. Mas, antes disso, eles apresentam melhorias em uma série de detalhes do seu dia a dia. E cada uma dessas mudanças é uma vitória”, diz o especialista. Schmidt cita como exemplo o controle da função urinária e da incontinência de fezes, que provoca uma melhora drástica na qualidade de vida dos pacientes.


Sobre o Dr. Beny Schmidt

Beny Schmidt é chefe do Laboratório de Patologia Neuromuscular e professor adjunto de Patologia Cirúrgica da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Ele e sua equipe são responsáveis pelo maior acervo de doenças musculares do mundo, com mais de dez mil biópsias realizadas, e ajudou a localizar, dentro da célula muscular, a proteína indispensável para o bom funcionamento do músculo esquelético - a distrofina.

Beny Schmidt possui larga experiência na área de medicina esportiva, na qual já realizou consultorias para a liberação de jogadores no futebol profissional e atletas olímpicos. Foi um dos criadores do primeiro Centro Científico Esportivo do Brasil, atual Reffis, do São Paulo Futebol Clube, e do CECAP (Centro Esportivo Clube Atlético Paulistano).


 
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