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O que os pais devem fazer?

Sintomas e reações podem variar entre rejeição por comida, salivação, vômitos, enjoo, crises de bronquite e até pneumonia.
É muito comum escutar histórias de pais que já sofreram um enorme susto com crianças que levam à boca, ingerem ou aspiram tudo o que encontram pela frente. A criança ou o bebê não sabe contar o que aconteceu e até coisas banais, como grãos crus de arroz e de feijão, podem causar problemas.

Segundo uma pesquisa da Secretaria do Estado de Saúde de São Paulo, por dia, cerca de 50 pessoas são atendidas por terem ingerido ou aspirado “corpos estranhos”, ou seja, a cada hora, duas pessoas ingerem objetos. Em 2011, foram enumerados 19.465 casos de retiradas. Sendo que 26% dos atendimentos são crianças com idade entre um a quatro anos.

Para o pediatra doHospital Sírio Libanês e do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas da FMUSP, Prof. Dr. Paulo Taufi Maluf Júnior, “os objetos mais comuns que as crianças ingerem variam de acordo com a faixa etária, mas em geral são moedas, insetos, botões, grãos crus de arroz e feijão, brinquedos, tampinhas de caneta e pedaços de plásticos.”

Quando isso acontece, a dica do médico é levar a criança até o hospital e fazer uma radiografia para saber onde está localizado o objeto. “Se for preciso, a criança terá que fazer exames mais detalhados e até um tratamento, dependendo da gravidade do caso”, explica o pediatra.

De acordo com o Dr. Paulo Maluf, se o “corpo estranho” for redondo, não trará tantos problemas, pois ele é eliminado com mais facilidade. Já os pontiagudos precisam ser tratados com mais urgência. “No caso de objetos pontiagudos, a criança corre o risco de ter o estômago e o esôfago perfurados. É perigoso até chegar a perfurar uma veia. De fato, existem mortes de crianças por ingestão de objetos estranhos”,alerta o médico.

Os riscos aumentam se os objetos forem aspirados, pelo nariz ou pela boca, já que têm menor probabilidade de serem naturalmente eliminados pelo organismo. Dependendo do ponto em que eles se instalam, as complicações podem começar horas depois do acidente e ter conseqüências graves. Por isso, a ida ao pronto-socorro é sempre indispensável. Mas, na maioria das vezes, nada de pior acontece, principalmente quando se tratam de objetos arredondados, como moedas e botões.

“A criança que aspira vai apresentar tosse sem estar resfriada, crises de bronquite e até pneumonia. Já se o objeto estranho for ingerido, os sintomas serão rejeição de comida, salivação excessiva, enjoo e até vômito. É preciso atenção para qualquer sinal estranho”, enfatiza o Dr. Paulo Maluf.

“Até os 3 anos, o baço e o fígado da criança são proporcionalmente maiores do que no adulto e, ao comprimi-los sem conhecimento adequado, pode ocorrer uma ruptura nesses órgãos. Por isso, se o bebê puder respirar, mesmo que com dificuldade, é melhor procurar um médico imediatamente. Em caso de sufocamento, coloque a criança no colo, de barriga para baixo e com a cabeça em um nível mais baixo do que o quadril. Pressione repetidamente as costas dela para aumentar a pressão na caixa torácica e forçar o objeto a sair”, orienta o pediatra.

É recomendável que os pais fiquem calmos para poder pensar e agir da melhor forma possível. Não tentem manobras em casa, exceto se a criança apresentar sinais de sufocamento, ficando roxa e não conseguindo respirar. Muitas vezes, os procedimentos de salvamento são mais perigosos do que o corpo estranho e ainda podem fazer com que se perca um tempo precioso.
 
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