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Problemas mais comuns na terceira idade, eles podem causar o isolamento e problemas sérios na auto-estima.

A história humana mostra conflitos no processo de compreensão do fenômeno da surdez, que já foi considerada como maldição, loucura, aberração, ou, mais atualmente – e corretamente, - como patologia congênita ou adquirida. Após anos de estudo, classificou-se surdez como a incapacidade de o cérebro processar e decodificar, parcial ou totalmente, os estímulos sonoros enviados por meio do nervo auditivo do ouvido, devido à falha no mecanismo de transmissão desses estímulos. Porém, com as tecnologias disponíveis e estudos recentes, é possível o surdo ter uma vida praticamente normal.

Doenças, muitas consideradas comuns, podem trazer sérios problemas auditivos se não cuidadas de forma correta. Entre elas estão o diabetes, a meningite, o sarampo, a caxumba e a rubéola materna. Outra questão que pode fazer com que a audição piore é a exposição a barulho muito alto. Em setores industriais e no trânsito de veículos nas vias das grandes cidades, o ruído pode ultrapassar os 100 decibéis, ocasionando prejuízo à audição e à saúde de um modo geral.

Porém, a causa mais comum da perda auditiva é o envelhecimento natural. “A surdez é um dos problemas mais frequentes em idosos. Quem nunca presenciou as dificuldades enfrentadas pelos mais velhos para ouvir? Conhecida como presbiacusia, a deficiência auditiva nesses casos acontece devido ao desgaste provocado pelo envelhecimento das céluas auditivas, assim como em qualquer outra parte do corpo”, explica a Dra. Rita de Cássia Cassou Guimarães, Otorrinolaringologista e Otoneurologista de Curitiba, PR.

A especialista comenta que, se não tratada a tempo, a perda auditiva, principalmente em idosos, pode causar sérias consequências, como a depressão e a exclusão social. “Para evitar esse problema, os familiares devem ficar atentos a alguns sinais, como a dificuldade no entendimento da fala, alterações psicológicas, como depressão, frustração, embaraço, raiva e medo, que podem ser causadas pela incapacidade de comunicação, e até problemas simples como atravessar a rua e não ouvir a buzina”, diz Rita.

A surdez é uma experiência solitária para quem a sente, e para lidar com o paciente da melhor forma possível, é preciso que as pessoas mais próximas a ele aprendam a “trabalhar” da forma correta – e a primeira coisa a se fazer é procurar um médico especialista que possa indicar o melhor tratamento para cada caso.
Rita comenta que a limitação que a pessoa sente para fazer o que gosta em coisas simples, como assistir TV, ir ao cinema e participar de reuniões familiares por exemplo, ou a sensação de inutilidade perante a família são as principais causas da depressão e do isolamento por meio da surdez. “Por isso a ajuda profissional é tão importante. Muitas vezes pode ser preciso um trabalho multidisciplinar envolvendo otorrino, fonoaudiólogo e psicólogo para auxiliar o paciente”, exalta.

Já existem, hoje em dia, soluções para quase todas as formas de surdez, que variam desde aparelhos auditivos, proteses implantáveis e até os implantes cocleares. “É preciso lembrar que o uso diário do aparelho e o apoio da família são essenciais para que o paciente resgate sua auto-estima e qualidade de vida, - mas somente o profissional especializado poderá fazer a indicação do melhor aparelho, de acordo com exames e demais testes que forem necessários ser feitos no paciente”, conclui a médica.



Dra. Rita de Cássia Cassou Guimarães (CRM 9009)
Otorrinolaringologista, otoneurologista, mestre em clínica cirúrgica pela UFPR
 
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