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Bandagens Funcionais

As bandagens são dispositivos protetores e estabilizadores dos tecidos moles, utilizados tanto na prevenção, antes de exercícios, de  treinamentos ou da prática  esportiva,  como  nas etapas iniciais ou avançadas do tratamento fisioterapêutico. Tudo iniciou em 1892 quandoPaul Beiersdorf descobriu o esparadrapo, resina desenvolvida sobre uma base de tecido (LEUKOPLAST), e em 1897 E. Bender descobriu a banda têxtil elástica -“Banda Ideal”, uma bandagem elástica auto-adesiva. A partir deste período, a combinação entre os adesivos rígidos e elásticos deu suporte para o início das práticas das bandagens funcionais. Sendo, hoje, as bandagens funcionais classificadas em ataduras e esparadrapos inelásticos e elásticos e dispositivos protetores em combinação com esparadrapos e ataduras. 
De acordo com o Dr. Nelson Shirabe, é uma técnica fisiológica que se orienta na anatomia funcional, que aborda seletivamente as partes lesionadas ou alteradas de uma unidade funcional, permitindo uma carga funcional em graus de movimentos livres, evitando movimentos extremos. Isso é o resultado de uma técnica de bandagem funcional corretamente executada, que garante estabilidade máxima com mobilidade seletiva. São principalmente indicadas para as insuficiênciascápsulo-ligamentares, musculatura atrófica, ruptura muscular parcial e de fáscia, afecções da bainha tendinosa, fissuras ósseas, periostite e leves afecções da cartilagem. Contra indicadas em ruptura muscular completa, contusões maciças, inflamações extensas, grandes hematomas, rupturas fasciais extensas, reumatismo inflamatório, síndrome compartimental; rupturas ligamentares completas, avulsão óssea dos ligamentos, fraturas com deslocamento, ruptura do periósteo, fratura por estresse, necrose óssea, artrite e artrose avançadas.
Segundo o Dr. Nelson para o aprendizado dos métodos de bandagens funcionais indica-se os cursos específicos de formação, com professores reconhecidamente formados e com treinamento continuo para o aprimoramento da técnica, e que em media de 24 a 30 horas são suficientes.


MconnellTaping


A Mconnelltaping começou a ser desenvolvida na década de 80, especificamente em 1986 – quando a fisioterapeuta Jenny Mcconnell escreveu seu primeiro artigo sobre as bandagens rígidas de joelho e suas ações para alterar a mecânica do joelho ao modificar a ativação do vasto medial oblíquo e diminuir a dor do paciente com síndrome de dor femoropatelar. Inúmeros artigos de boa qualidade científica e novas técnicas vêm sendo desenvolvidos e comprovando a técnica.
De acordo com o Dr. Gustavo Portella, a McconnellTaping é amplamente utilizada no campo da reabilitação como tratamento e prevenção de lesões desportivas, além de patologias neuromusculares e musculoesqueléticas, tanto agudas quanto crônicas. A função essencial da Mcconnelltaping é fornecer suporte mecânico e muscular durante o movimento, tanto em atividades de vida diária, como nos esportes. A aplicação desta bandagem não requer colocação de força ou pressão sobre as articulações e músculos, a técnica consiste na aplicação sobre o local da dor, com objetivo de causar estímulos sensoriais nos proprioceptores situados no tecido subcutâneo, diminuindo a aferêncianociceptiva por meio dos mecanismos que ativam e desativam os gatilhos de dor. Os mecanismos ainda são inconclusivos na literatura, porém alguns estudos como o de Warden e colaboradores demonstram a eficácia da bandagem rígida na diminuição da dor femoropatelar. No estudo de revisão sistemática de Water e Speksnijder sobre a bandagem de elevaçãodo arco longitudinal medial, conclui-se que há uma grande evidência de que a bandagem interfere na diminuição da dor na primeira semana de tratamento.
A diminuição da dor deste pacientes parece estar relacionada com a alteração mecânica que a bandagem pode proporcionar.
O Dr. Gustavo afirma que aMcconnellTaping é apenas uma parte do tratamento do paciente ou atleta. Para qualquer modalidade terapêutica que será aplicada no paciente é necessário realizar uma avaliação subjetiva e exame físico apurado, além de um alto conhecimento em biomecânica e cinesiologia para se ter sucesso no tratamento. Como a bandagem pode ter efeitos diversos, muitas vezes se utiliza a mesma bandagem com objetivos diferentes. O importante é entender o tecido a ser atingido, observar o estágio da lesão, e ver como o paciente se adaptou a bandagem, para se ter um resultado eficaz. A melhor maneira de aprender a realizar está técnica é realizando cursos oficiais da Professora Jenny Mcconnel no Brasil, ou cursos em que seus ministrantes estão preocupados com embasamento científicos, raciocínio clínico e que são fiéis às técnicas. É importante ver o currículo e o que fazem, ou o que fizeram, para o desenvolvimento da técnica, ou não.

 Método KinesioTaping®


O método Kinesio® Taping foi criado pelo Dr. Kenzo Kase na década de 70 no Japão, com o objetivo de ser um tratamento a mais entre as sessões de quiropraxia realizadas por ele. Depois de diversos testes com bandagens já existentes no mercado, o Dr. Kenzo iniciou o desenvolvimento de um novo conceito em Bandagens. Ele não esperava os diversos efeitos mecânicos que as Bandagens Funcionais, a McconnelTaping e outros tipos de bandagens já haviam demonstrado, ele queria algo além desse tecido aderido a pele do paciente, ele esperava diversos estímulos sensoriais desencadeados por essas bandagens. Daí surgiu a idéia de criar um novo material com potenciais sensoriais mais eficazes além de dar todo um conforto e segurança ao paciente. Foram mais de vinte bandagens criadas, testadas e usadas até hoje. A cada nova versão lançada, melhores estímulos sensoriais são desencadeados pela Kinesio® Tape diretamente na pele (derme e epiderme) do paciente. A ultima versão da Kinesio® Tape (Kinesio® FP – Finger Print) ainda não chegou ao Brasil, mas promete ter efeitos sensoriais ainda mais fortes. 

A Kinesio® Tape é apenas o material utilizado (bandagem), pois a técnica é intitulada KinesioTaping. Pode ser utilizada como um adjunto terapêutico para pacientes independentemente do perfil; todos podem beneficiar-se de acordo com a necessidade da mesma. Indicada em lesões agudas e crônicas com o objetivo principal de dar suporte e estabilização muscular, alémde permitiro aumento do fluxo sanguíneo e linfático, estabilizações mecânicas articulares, estímulos e reforço ligamentar e tendíneo, normalizar disfunções dermatológicas (cicatrizes e aderências), normalização da função da fáscia e auxílios funcionais.

Vem sendo conhecida após as ultimas duas olimpíadas, como a bandagem do momento, ou da moda, mas está sendo excessivamente utilizada de forma indiscriminada por diversos profissionais e mesmo por pacientes, sem treinamento adequado e mais preocupante ainda, prometendo efeitos e resultados infundados. Isso por que aparentemente é muito simples de colocar no paciente, pois é adesiva de fácil aplicação. Mas o segredo do Método KinesioTaping®, não está apenas na colocação da mesma, mas principalmente na compreensão das diversas possibilidades sensoriais e mecânicas que a mesma pode desencadear de acordo com a forma de aplicação. Além disso a capacidade de avaliação e escolha da abordagem específica é essencial para o resultado do paciente. Existem mais de sete formas de aplicações, em que cada uma pode ainda ser modificada de acordo com o estágio da lesão.

Um dos motivos do sucesso dessa técnica são as particularidades da fita de bandagem. Possui características elásticas (40-60% de elasticidade), expande-se apenas em um sentido, longitudinalmente. Característica delgada (espessura e peso similares a pele), porosa (permitindo as trocas gasosas), confeccionada em algodão (alta tolerabilidade da pele). Possui uma cola sensível ao calor e não possui princípios ativos (medicamentos); Não tem função de imobilização; Hipoalergênica, à prova d'água e pode ser usadas por vários dias.
A KinesioTaping pode ser utilizada em diversas áreas da fisioterapia e vem sendo utilizada com sucesso nas áreas esportiva, musculoesquelética, dermato-funcional, neurológica, oncológica, pediátrica e reumatológica. Existem ainda trabalhos sobre aplicação desta técnica em animais descartando a possibilidade da técnica ser apenas efeito psicológico ou placebo.
Portanto, há uma grande preocupação por meio da Kinesio Taping Association (KTA) em propagar o conhecimento adequado do método. Por isso, existe no mundo um programa educacional único que desenvolve deforma sistematizada o aprendizado do método de forma padronizada em todo o mundo.
O Brasil é um dos países que mais vem infringindo o direito legal da KTA que é portadora da marca Kinesio® com a realização de supostos cursos de “Kinesio”. Desta forma indica-se buscar informações se é uma formação oficial pela KTA. Uma simples forma de verificar é acessando o site da www.kinesiotaping.com ou www.kinesiotapingbrasil.com.br.


Conclusões


De acordo com a descrição das diferentes formas de bandagens, não existe uma bandagem mais efetiva ou melhor que outra, pois são empregadas e utilizadas com metodologias e abordagens diferentes. Existem casos onde a bandagem funcional será melhor indicada, ou a McconnellTaping ou até mesmo a KinesioTaping. O que o profissional deve saber é que cada uma tem uma indicação adequada, material diferenciado e aplicação específica. Por isso o ideal é conhecer a fundo cada uma delas para saber quando e como utilizar nos diversos casos.

Dr. Thiago Vilela Lemos é Fisioterapeuta, Doutorando emTecnologias e Ciências da Saúde/UnB, MestreemFisioterapia, EspecialistaemAcupuntura e FisioterapiaEsportiva (SONAFE);Docente do Curso de Fisioterapia da Universo (Goiânia) e da UniversidadeEstadual de Goiás – UEG; InstrutorIntenacional de Kinesio Taping (CKTI); Autor de diversosestudos com Kinesio Taping; Membro da Diretoria da SONAFE Brasil.

O Dr. Nelson Shirabe é Fisioterapeuta pela UEL, Especialista em Fisioterapia Traumato Ortopedia, Especialista em Fisioterapia Esportiva/ SONAFE, Especialista em Hidroterapia, Formacao em Bandagem funcional na BDF –Beiersdorf, Ex-presidente e sócio SONAFE/ Brasil, Sócio fundador da Sulbrafito, além de ser uma das maiores referencias em Bandagens Funcionais do Brasil.

O Dr. Gustavo Portella é Mestre em Ciências da Saúde – UFCSPA, Sócio Especialista – SONAFE, Especialista em Fisioterapia emTraumato e Ortopedia, Professor Assistente da Uniritter além de um grande estudioso e conhecedor de diversas metodologias de Bandagens no Brasil.




CONTAGEM REGRESSIVA - FALTAM POUCOS DIAS
RESTAM 15 VAGAS

Curso Oficial de Kinesio Taping - Teórico/Prático - KT1+KT2
Certificação Internacional


Curso Oficial Internacional de Kinesio® Taping

Datas: 20 e 21 de setembro de 2014
Carga horária: 16 horas - Necessário ter 100% de presença para receber o certificado.                                                                                                               
Público Alvo: Fisioterapeutas, Fonoaudiólogos, Terapeutas Ocupacionais, Médicos, Professores de Educação Física, Clínicos em geral e estudantes destes segmentos.

O método Kinesio® Taping é uma das técnicas de tratamento musculoesquelético e mio-facial mais extraordinária.
Este método foi desenvolvido há cerca de 25 anos no Japão pelo Dr. Kenzo Kase e utiliza apenas o tape Kinesio® Tex, um produto patenteado e de arquitetura única.


KINESIO TAPING E FORÇA MUSCULAR: UMA REVISÃO CRÍTICA DA LITERATURA
Kinesio Taping and Strength: A critic literature review

Thiago Vilela Lemos*; João Paulo Chieregatto Matheus**; Lorrane Barbosa Lucas***; Bruno Renan de Assis***
* Professor Mestre em Fisioterapia da Universo-Goiânia/ Universidade Estadual de Goiás/ UEG, Instrutor Internacional de Kinesio Taping®  email: tvlemos@gmail.com
** Professor Doutor pela Universidade de São Paulo/ USP e Professor do Programa de Pós Graduação da Universidade de Brasília/ UNB
*** Acadêmicos da Universidade Estadual de Goiás, membros do grupo de pesquisa em Kinesio Taping

Resumo:
Introdução: A Kinesio Taping® é uma técnica desenvolvida no Japão pelo Dr. Kenzo Kase em 1973, na qual utiliza uma metodologia com raciocínio clínico específica, utilizando uma bandagem (Kinesio Tex) composta de um material que difere de outras bandagens por apresentar qualidades únicas, que podem promover o aumento da estimulação somatossensorial e consequentemente um input proprioceptivo e mecanorreceptivo, possibilitando respostas como inibições, ativações, facilitações musculares, além dos diversos efeitos mecânicos que ainda possui. Objetivos: Reunir informações e apresentar as principais diretrizes sobre o uso da Kinesio Taping com o aumento da força muscular. Materiais e métodos: Foi realizado uma busca sistemática de literatura, a partir das bases de dados MEDLINE, Pubmed, ScieLo, LILACS e Biblioteca Cochrane. Utilizando-se os descritores: Kinesio, Kinesio Tape, Kinesio Taping® relacionando com Strength e force e seus equivalentes em português e espanhol, foram  rastreados artigos que tivessem as palavras-chave pesquisadas no título ou resumo publicados até maio de 2012. Resultado e discussão: Foram encontrados 46 artigos, porém apenas 10 enquadraram aos critérios de inclusão da pesquisa. Conclusão: Não existe ainda na literatura uma conclusão se a Kinesio Taping aumenta a força muscular. 

Palavras Chave: Kinesio Taping, Bandagem, Força Muscular

Abstract:
Introdution: The Kinesio Taping ® is a technique developed in Japan by Dr. Kenzo Kase in 1973, in which uses a methodology with specific clinical knowledge, using a bandage (Kinesio Tex) composed of materials that differs from other bandages for its unique qualities, which can promote a increase of somatosensory stimulation and consequently a mechanoceptive and proprioceptive input, enabling responses as muscle inhibitions and activations, and various mechanical effects. Objectives: Collecting information and presenting the main guidelines related to the Kinesio Taping with the muscle strength. Materials and methods: Systematic search was performed, using the data bases MEDLINE, Pubmed, ScieLo, LILACS and Cochrane Library. The descriptors used were: Kinesio, Kinesio Tape, Kinesio Taping® relating with Strength and force, and their equivalents in Spanish and Portuguese, who had been screened the articles searched keywords in title or abstract published by May 2012. Conclusion: There is not yet a conclusion about the Kinesio Taping increasing muscle strength.
Keywords: Kinesio Taping, Bandage, Strength



Introdução

O estudo do movimento humano, principalmente no contexto da reabilitação e da atividade física, tem uma importante função na compreensão das forças musculares internas e suas influências externas. A análise do movimento possibilita uma boa percepção dos esforços e das funções musculares (HUANG et al., 2011). O equilíbrio, a coordenação, o sinergismo muscular, entre outras características do movimento, são essenciais para a conquista de um movimento mais funcional e com a melhor performance possível. A força muscular e a atividade eletromiográfica são dois objetos de estudo importantes para a compreensão do movimento humano, pois estão diretamente relacionados com a sua qualidade, eficiência e performance funcional (DOORENBOSCH; JOOSTEN; HARLAAR, 2004).
Com o objetivo de melhorar ou aumentar a função muscular, diversas técnicas podem ser utilizadas, por exemplo, a eletroestimulação, os alongamentos, os aquecimentos, entre outros, porém os resultados não duram muito tempo, geralmente 15 a 30 minutos após a retirada desse estímulo. No entanto as modalidades de estímulos externos, vem mostrado uma melhor duração, como por exemplo as bandagens terapêuticas (ALBUQUERQUE et al., 2011; HUANG et al., 2011, AKBAfi; ATAY; YÜKSEL, 2011). 
A Kinesio Taping® é uma técnica desenvolvida no Japão pelo Dr. Kenzo Kase em 1973, na qual utiliza uma metodologia com raciocínio clínico específica, utilizando uma bandagem (Kinesio Tex Tape) composta de um material que difere de outras bandagens por apresentar qualidades únicas (elasticidade, aderência, mecânica, textura e recolhimento), que podem promover o aumento da estimulação somatossensorial e consequentemente um input proprioceptivo e mecanorreceptivo, possibilitando respostas como inibições, ativações, facilitações musculares, além dos diversos efeitos mecânicos que ainda possui (KASE; WALLIS; KASE, 2003; KAHANOV, 2007; FU et al., 2008; JARDIM, 2009; SALVAT; SALVAT, 2010, KARATAS et al., 2012).
A aplicabilidade da Kinesio Taping® como instrumento fisioterapêutico traz uma nova visão terapêutica, na tentativa de prevenir, tratar e potencializar o movimento e consequentemente melhorar as atividades de vida diária e funcionais. Porém grande parte dos objetivos e ações da Kinesio Taping® são evidenciados em níveis teóricos e clínicos, não havendo estudos expressivos que comprovem a nível científico esses efeitos (KARATAS et al., 2012; BICICI; KARATAS; BALTACI, 2012). Recente meta análise realizada sobre a prevenção e tratamento de lesões esportivas com a Kinesio Taping® mostra que muitos efeitos ainda são inconclusivos principalmente quanto a questão do aumento da força muscular, e que existem evidencias moderadas sobre o aumento da atividade eletromiográfica (JARDIM, 2009; CHANG et al, 2010; WILLIAMS et al, 2012). Grande parte se deve a diversas falhas metodológicas e científicas cometidas nessas pesquisas. Dessa forma será que a Kinesio Taping® possui uma real efetividade no aumento da força muscular? Com base nos principais efeitos citados pela Kinesio Taping®, o presente estudo tem como objetivo levantar por meio da literatura os efeitos da Kinesio Taping® sobre a força muscular.

Materiais e Métodos
                                                                                                       
A busca científica foi realizada nos meses de abril e maio de 2012, por meio das bases de dados on-line MEDLINE (Medical Literature, Analysis and Retrieval System Online), Pubmed, ScieLo (Scientific Eletronic Library Online), LILACS  (Literatura Latino-Americana e do Caribe de Informação em Ciência da Saúde) e Biblioteca Cochrane.
Foram utilizados os descritores Kinesio, Kinesio Tape, Kinesio Taping® relacionando com Strength e force e seus equivalentes em português e espanhol, foram rastreados artigos que tivessem as palavras-chave pesquisadas no título ou resumo publicados até maio de 2012 nas bases de dados eletrônicas nos idiomas inglês, português e espanhol.
Adotou-se, como critério de inclusão, o tipo de estudo ser estudo de caso, ensaio clínico, ensaio clínico controlado, aleatorizado e randomizado. Os critérios para exclusão dos artigos foram: estudos que não tenham utilizado a avaliação de força muscular e/ou que também relacionasse a atividade eletromiográfica (EMG) como critério de avaliação.
A escolha dos artigos foi realizada por dois revisores independentes, obedecendo aos critérios de inclusão, pelo título e resumo dos artigos. Caso tivessem alguma discordância, os revisores liam o artigo na íntegra.
Foram encontrados inicialmente 46 artigos nos quais apenas 10 foram selecionados pois adequavam aos critérios de inclusão e exclusão.

Resultados e Discussão
                       
              De acordo com as buscas realizadas, foram encontrados 46 artigos que utilizavam o termo Kinesio em seu título ou em seu resumo, sendo que os termos bandagens elásticas, neuromusculares, taping, não foram considerados na busca pois são variáveis ou modificações do método Kinesio Taping®. Esta pesquisa buscou analisar os trabalhos que utilizaram em suas pesquisas o método Kinesio Taping® e em alguns trabalhos foram citados inclusive a bandagem original recomendada pelo método a Kinesio Tex.
              Sendo assim, dos 46 artigos encontrados apenas 10 estavam relacionados de alguma forma a avaliações da força, da performance muscular ou da sua atividade eletromiográfica relacionando a eficiência muscular.
              Os artigos estão dispostos abaixo por meio de uma tabela em ordem cronológica, sendo identificado os autores, o ano de publicação, título, método utilizado, resultados e conclusão.
Tabela 1. Artigos de Kinesio Taping® relacionados a força, eficiência e performance muscular. 









    
De acordo com os artigos pesquisados acima, existem 4 trabalhos que identificaram efeitos positivos relacionados a força ou melhora da função muscular, porém 6 deles não obtiveram resultados positivos no requisito força muscular, porém obtiveram outros efeitos como melhora da flexibilidade, da resposta muscular e do tempo de reação.

Percebe-se que trabalhos sobre a Kinesio Taping® ainda são escassas na literatura científica por se tratar de uma técnica que só chegou ao conhecimento internacional nos últimos dez anos, além das pesquisas realizadas possuírem amostras reduzidas, heterogêneas e com metodologias falhas.  
Segundo o Dr. Kenso Kase a Kinesio Taping® é capaz de melhorar a força muscular corrigindo a função, através do estímulo e reforço dos músculos fracos ou inativos (KINESIO TAPING ASSOCIATION, 2005).

De acordo com a literatura, existem poucos estudos voltados para a relação Kinesio Taping® e Força muscular. Desses poucos estudos, muitos utilizam o aumento da atividade muscular (EMG) como forma de avaliação desta, como é o caso de Slupik et al. (2007) que estudaram o efeito da Kinesio Taping® sobre as mudanças no tônus do músculo vasto medial durante contrações isocinéticas, por meio da eletromiografia (EMG). Foram incluídas 27 pessoas saudáveis, avaliadas antes da aplicação da técnica, após 24 horas, após 72 horas e ainda após 48 horas da retirada da bandagem. Os exames realizados após 24 horas revelaram um significativo aumento da atividade eletromiográfica do músculo, que se manteve 48 horas após a retirada da Kinesio Taping®. Os autores relataram que o aumento do tônus e da atividade eletromiográfica do músculo pode ser explicado devido a um efeito reflexo exteroceptor sobre o sistema nervoso, podendo consistir em aumento no número de unidades motoras recrutadas durante a contração muscular (SLUPIK et al., 2007). Neste estudo, destaca-se a avaliação dos resultados após a retirada da bandagem, pois, se faz necessário monitorar estes efeitos crônicos para melhor embasamento quanto à duração terapêutica desta técnica. Sendo assim o estímulo realizado pela bandagem durante esses três dias de manutenção em contato com a pele foi suficiente para manter por mais dois dias sem a presença da mesma. 
Esse efeito de aumento da atividade bioelétrica muscular provém da estimulação cutânea proporcionada pela Kinesio Taping®, devido à tensão específica gerada pela bandagem que mantém a comunicação com os tecidos mais profundos, por meio dos mecanorreceptores da derme e da epiderme (MURRAY, 2003; CHEN et al., 2007; THELEN et al., 2008). Esses efeitos já foram descritos por Kabat e Bobath que também utilizam de forma manual estímulos externos diretamente na pele para promoção com controle do tônus muscular (NEVES et al., 2007).

Nos trabalhos analisados nos resultados acima é notória a aleatoriedade em relação à avaliação da técnica Kinesio Taping®, observando que não existe sequência sistematizada em relação aos horários de medição, que avalie fielmente o início dos efeitos, o tempo de duração com o uso da bandagem; e ainda se estes efeitos perduram após a retirada da mesma. Alguns autores avaliaram imediatamente após a aplicação da técnica (Hsu et al., 2009; Chang et al., 2010), outros imediatamente e  12 horas após (Fu et al., 2008), com 24 horas e 72 horas após (Slupik et al., 2007) e apenas após 72 horas (Yi-Ju, 2009; Vithoulka et al., 2010). Qual a verdadeira necessidade de avaliar essas condições? Pensando de forma clínica, o fisioterapeuta precisa saber questões como, quanto tempo ela já obtém os resultados esperados? Imediatamente? E por quanto tempo esses efeitos perduram, 12, 24, 48 ou 72 horas? A Kinesio Taping® indica aguardar aproximadamente de 30 a 40 minutos para que os efeitos sensoriais e terapêuticos da bandagem sejam expressivos. Sendo indicado para o meio esportivo a aplicação com essa antecedência, mas também para haver um tempo suficiente para o adesivo da bandagem (termoativo) seja ativado. Quanto ao tempo de permanência do estímulo, recomenda-se que retire a bandagem aproximadamente de 3 a 5 dias para que os mecanorreceptores que desencadeiam esse efeitos sensoriais não se acomodem. Porém cada indivíduo possui uma resposta diferente, alguns mais rapidamente, outros mais lentamente, isso de acordo com a sensibilidade, a gravidade da lesão ou do desequilíbrio muscular e até mesmo pela intensidade de tecidos resistores a esse estímulo (por exemplo o tecido adiposo). Todas essas condições devem ser levadas em consideração nas aplicações clínica e nas pesquisas realizadas. 
Em relação à tensão alguns autores não especificam em seus estudos (Chen et al., 2007; Hsu et al., 2009), em  outros, percebe-se que não existe cumprimento dos padrões recomendados pela Kinesio Taping® Association (2005), como o caso da aplicação visando à ativação muscular, ser utilizada a tensão de 25% a 35%, sendo por exemplo encontrando estudos com 15% a 20% de tensão (Chang et al., 2010) e outros com 120% (Fu et al., 2008) avaliando a melhora da forca. Se essa condição da tensão não seguir o que o método original recomenda, ou se as diferentes tensão e suas influencias sensoriais não forem avaliadas, nunca poderemos concluir que a Kinesio Taping® tem algum efeito sobre a força muscular ou sobre a atividade EMG. Essas diferentes tensão estão sendo utilizadas em diferentes estudos, sem haver uma justificativa para tal. Uma hipótese seria que esses pesquisadores não tem conhecimento sobre o método ou a técnica Kinesio Taping® e estão simplesmente estabelecendo tensões aleatórias para avaliarem seus resultados. A método original descreve que a partir de 50% de tensão, os efeitos sensoriais vão regredindo, e os efeitos mecânicos da bandagem vão aumentado. Um outro fato importante é a padronização e o controle dessa tensão durante a aplicação no paciente. Como essa tensão está sendo colocada na bandagem e consequentemente na pele do paciente? Pois é extremamente subjetivo determinar essa tensão de forma manual, sendo necessário a utilização de uma metodologia que controle possíveis variações de tensão durante a aplicação da bandagem. 

A maioria dos estudos encontrados também não especifica a marca da bandagem utilizada, e existem grandes diferenças na qualidade e características do material de cada uma, o que consequentemente desencadeia resultados diferentes em uma mesma aplicação. Depois da criação a 30 anos atrás pelo Dr. Kenso Kase da primeira bandagem com essas características únicas, diversas outras bandagens surgiram no mercado procurando as mesmas características e princípios da Kinesio Tex. Mas do desenvolvimento da primeira versão até a versão atual (Kinesio Tex Gold), já existiram mais de 20 modelos desenvolvidos pela própria Kinesio Taping®. Diversas modificações foram introduzidas com as novas pesquisas e descobertas a respeito das suas ações, agora será que as demais marcas vem acompanhando essas evoluções e modificações? A Kinesio Taping® Association (2005) reconhece apenas as pesquisas realizadas citando o método Kinesio que utilizem a Kinesio Tex Gold e possuam pessoas devidamente treinadas pelo método original nas aplicações das mesmas. Assim, entre as pesquisas discutidas apenas três delas declararam a marca da bandagem, sendo Kinesio Tex Tape (Fu et al., 2008; Chang et al., 2010) e Kinesio Tex® (Hsu et al., 2009).
Segundo Espejo; Apolo (2011) esta heterogeneidade encontrada nas metodologias em pesquisas sobre a Kinesio Taping® dificulta a confiabilidade e a discussão dos resultados obtidos.

Conclusão
Com base nos estudos obtidos e analisados, pode-se concluir que a Kinesio Taping® ainda possui seus efeitos sobre a força muscular inconclusivos cientificamente, principalmente devido as metodologias diferenciadas e algumas delas falhas. Torna-se necessário que maiores e melhores estudo sejam realizados para que essa pergunta tão importante sobre o método possa ser respondida de forma mais segura e científica. Recomenda-se para os futuros estudos que padronizem a utilização da bandagem mais recente e que os aplicadores sejam pessoas devidamente treinadas ou orientadas terapeutas  certificados em Kinesio Taping® (CKTP – Certified Kinesio Taping Practice) pela Associação Internacional de Kinesio Taping® (KTA – Kinesio Taping® Association). Essa recomendação se amplia para outros métodos como o Mulligan, Maitland, Kabat, Bobath, Iso Streching, entre outros que possuem estudos clínicos as vezes sem resultados significativos, porém foram aplicados por fisioterapeutas sem formação específica nos referentes métodos.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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