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Dormir com as lentes de contato é como dormir com a cabeça em um saco plástico. Isso porque dormir com as lentes limita severamente a transmissão de oxigênio para os olhos


Se você é um usuário de lentes de contato, as chances que você já tenha cochilado com suas lentes de contato, em pelo menos uma ou duas vezes por semana, são reais... Talvez você apenas faça isso de vez em quando, quando você cai no sono profundamente em frente à TV ou se esquece de levar a solução de limpeza em uma viagem. Ou talvez, essa seja uma prática regular e você durma todas as noites com suas lentes de contato...

 

“Em qualquer uma das situações apresentadas acima, a ideia não é boa. Isso porque quando você dorme com suas lentes de contato, você está privando suas córneas de oxigênio”, afirma o oftalmologista Virgílio Centurion (CRM-SP 13.454), diretor do IMO, Instituto de Moléstias Oculares.

"É como ter um saco plástico sobre sua cabeça quando você dorme. Não é o ideal para a troca de oxigênio. A córnea recebe oxigênio do ar quando você está acordado, mas quando você está dormindo, ela recebe nutrição e lubrificação de lágrimas e um fluido intraocular chamado humor aquoso. Se há uma lente de contato em seus olhos quando você está dormindo, então a lente de contato funciona como uma barreira entre a pálpebra fechada e a córnea", explica a oftalmologista Sandra Alice Falvo (CRM-SP 59.156), que também integra o corpo clínico do IMO.

 

Segunda a médica, quando estamos acordados, a lente de contato deve se mover um pouco - cerca de um milímetro de movimento com cada piscar -, a fim de permitir que a córnea obtenha oxigênio. Mas quando dormindo com as lentes, a lente de contato é incapaz de se mover, porque os olhos não estão piscando.

“E depois há a questão da infecção. Quaisquer abrasões microscópicas à córnea - que podem ser provocadas pelo contato com a superfície de trás das lentes de contato - podem ser estar infectadas por bactérias ou parasitas. Estes microrganismos podem entrar nos olhos através das próprias lentes de contato (por exemplo, quando uma lente de contato não é limpa adequadamente ou quando você excede o número de horas de uso da lente) ou por meio da água, mesmo quando a água é potável. Um parasita encontrado na água chamado Acanthamoeba, por exemplo, pode causar graves infecções oculares. As úlceras da córnea, que são feridas abertas na camada externa da córnea, também são um risco potencial”, alerta Sandra Alice Falvo.

Na verdade, um estudo de 2012, publicado na revista Ophthalmology, mostrou que o risco de ceratite - inflamação da córnea - aumentou 6,5 vezes com o uso de lentes de contato durante a noite, mesmo que ocasionalmente, entre as pessoas que usavam lentes que deveriam ser removidas no final do dia.  “Existem algumas lentes de contato que são aprovadas para uso prolongado, ou seja, você pode usá-las por vários dias. Contudo, ainda assim não é uma boa ideia usar essas lentes durante a noite, porque ainda há um risco de infecção”, alerta Sandra Falvo.

 

De acordo com a Academia America de Oftalmologia, as pessoas que usam lentes de uso prolongado têm de 10 a 15 vezes mais riscos de desenvolver ceratite ulcerativa, em comparação com as pessoas que fazem uso de lentes diárias.  “O desgaste noturno da lente independentemente do tipo de lente  aumenta a probabilidade de infecção da córnea", explica a oftalmologista do IMO.
 
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