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Em algum momento de sua vida rotineira corrida, você teve ou terá esse distúrbio, mas não se preocupe.

 


Na projeciologia e conscienciologia, a catalepsia projetiva ou catalepsia astral, também conhecida na medicina como paralisia do sono ou paralisia noturna e no Brasil como pisadeira, é um fenômeno natural, temporário e benigno do ser humano que ocorre durante o sono.

Importante, a catalepsia projetiva não deve ser confundida com a catalepsia patológica, que é uma doença rara.

A chamada paralisia do sono acontece durante o sono, como forma de evitar que o corpo se mova durante os sonhos. É um fenómeno natural que ocorre todas as noites, embora seja raramente notado pela própria pessoa enquanto se dorme. Momentos antes da mente despertar, a paralisia cessa. Por isso, raramente se tem consciência da sua existência. Se, porventura, a mente despertar antes do mecanismo de paralisação ser desactivado, ocorre a consciência da paralisia do sono.

Esta consciência pode ser muito perturbadora, pois o indivíduo dá por si mesmo completamente paralisado, incapaz de mover os membros, tendo uma sensação de agonia e de impotência muito fortes. A mente ainda está a atravessar um período de transição entre o estado de sono e o estado de vigilia (ou vice-versa) e nessa altura podem surgir alucinações hipnagógicas: presença de uma pessoa, ouvir vozes ou sons, sensação de flutuação ou de se sair do próprio corpo, imagens de pessoas, visualização de objectos, sensação de ver em redor mesmo tendo os olhos fechados, etc. Tanto as alucinações como a própria paralisia são inofensivas, existindo quem aproveite esta fase para induzir sonhos lúcidos ou alucinações agradáveis, e acontecem ocasionalmente, como resultado de uma má alimentação, maus hábitos de sono, estresse, etc. Por vezes, podem indicar a existência de um outro problema maior, como, por exemplo, a narcolepsia.

Ao fim de algum tempo (que pode variar de alguns segundos até cerca de três minutos), a paralisia cessa e o corpo readquire capacidade de se mover novamente. Um dos conselhos mais usuais é ficar parado a respirar lentamente e esperar que passe. Enquanto se concentra na respiração, a mente divaga e quando menos espera o corpo deixa de estar paralisado. Pode-se tentar mover um dedo e lentamente mover o resto da mão, do braço, etc até que todo o corpo se mova. Outra técnica popular é piscar varias vezes, ou fechar os olhos fazendo um pouco de força. De qualquer dos modos, o corpo acabará por "desativar" a paralisia.

Estima-se que até 60% da população mundial já tenha passado por essa experiência pelo menos uma vez na vida. Em algumas culturas, isso significava pré-disposição ao xamanismo e contato com o mundo dos espíritos.

 

Só mais cinco minutinhos...
Paralisia dura pouco, mas é tempo suficiente para causar alucinações nervosas
1. A paralisia pode ser sintoma de algum distúrbio de sono, como a narcolepsia, mas não necessariamente - qualquer um pode vivenciá-la. Falta de sono, estresse e cansaço aumentam as chances. Estatísticas mostram que rola com mais frequência em quem sofre de ansiedade e estresse pós-traumático
2. Quando a pessoa adormece, o cérebro desliga algumas funções motoras. É por isso que, durante os sonhos, seu corpo não se mexe na vida real. Às vezes, esse mecanismo falha, e é daí que vem o sonambulismo. Na paralisia, o cérebro acorda, mas as funções motoras demoram um pouco para voltar
3. Mesmo com seus sentidos ativos, a pessoa não consegue se mexer, abrir os olhos ou falar. Mas o pior é, em alguns casos, a sensação de não estar sozinho. O mais comum é sentir uma presença ameaçadora. Por terem essa alucinação, pessoas que creem no sobrenatural juramter visto demônios ou alienígenas
4. A duração média de um episódio de paralisia do sono é de apenas quatro minutos - depois, a função motora volta a funcionar normalmente. A não ser que alguém o desperte, a única forma de "acordar" seu corpo é esperar que os músculos voltem a responder sozinhos. O jeito é ficar calmo


 
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