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Revista FisioBrasil - Aprovado para Edição 118 - 2014

1Ana Paula Alves Teodoro; 2André Jeronimo; 3Fernanda Regina de Moraes; 4Claúdia Alem Dominguês Jeronimo

1Acadêmica de fisioterapia – Universidade de Uberaba

anika_alves@hotmail.com

2Fisioterapeuta – Doutor e Mestre em Patologia – docente e diretor da clínica de Fisioterapia da Universidade de Uberaba

andre.jeronimo@uniube.br

3Fisioterapeuta – Mestre em Fisioterapia – docente do curso de Fisioterapia da Universidade de Uberaba.

fernanda.moraes@uniube.br

4 Fisioterapeuta Mestre em Patologia – docente do curso de Fisioterapia da Universidade de Uberaba.

claudia.jeronimo@uniube.br

  




RESUMO

A radiação infravermelha é amplamente utilizada como recurso fototerapêutico e já é estabelecido na literatura, suas indicações e contra-indicações. No entanto, não há referência sobre a utilização da radiação infra-vermelha sobre tatuagens. Diante disso, o objetivo desse estudo é analisar a ação da radiação infravermelha sobre a superfície cutânea com tatuagem e dessa forma, sugerir a contra-indicação relativa da mesma como recurso fototerapêutico nesses casos. Através de um estudo de caso clínico retrospectivo, no qual houve ocorrência de uma queimadura cutânea por radiação infravermelha, relacionamos os materiais para aplicação de tatuagens, com os efeitos terâpeuticos e parâmetros do equipamento Infra-vermelho durante a prática clínica. Para tal foram realizados levantamento de dados em prontuário clínico, periódicos e livros textos, e espera-se com isso apontar sugestivamente a contra-indicação sobre tatuagens. De acordo com o estudo sugerimos a contra-indicação relativa em prescrever a radiação infravermelha em indivíduos com tatuagens, prevenindo assim possíveis queimaduras.

Palavras-chave: Radiação infravermelha. Termoterapia. Fototerapia.Tatuagem

RADIAÇÃO INFRAVERMELHA

A radiação infravermelha terapêutica utilizada na fisioterapia é um agente térmico de calor superficial usado na prática clínica para alívio da dor e rigidez, para aumentar a mobilidade articular e favorecer a regeneração de lesões de tecidos moles e problemas da pele (KITCHEN, 2003; ROSA FILHO; et al. 2003).

Durante a prática clínica, a radiação infravermelha é caracterizada por um comprimento de onda entre 0,7 m m e 1,5 m m, o qual gera calor superficial, ao ocorrer absorção pela matéria (KITCHEN, 2003; LOW; et al 2001; ROSA FILHO et al., 2003; SCHMIDT et al., [200-] ).

A produção de calor pela radiação infravermelha é causada pelos movimentos vibracionais e rotacionais dos grupos moleculares e ligações químicas de uma molécula, resultando no aumento da temperatura do corpo (KITCHEN, 2003; LOW et al., 2001; ROSA FILHO, et al. 2003).

Na fisioterapia, são de uso tradicional em tratamentos fototerápicos, fontes luminosas emitida por lâmpadas com potência de 250W colocada no aparelho infravermelho (SCHMIDT et al. ,[200-]).

As radiações infravermelhas podem ser refletidas, absorvidas, transmitidas, refratadas e difratadas pela matéria (ROSA FILHO et al., 2003). Todos estes parâmetros são importantes, porém, a eficácia terapêutica depende da reflexão e absorção na pele. Estes efeitos vão moderar a penetração da energia nos tecidos, e assim irão afetar as alterações biológicas que podem ocorrer nos tecidos (SCHMIDT,et al.[200-]; ROSA FILHO et al. 2003; LOW et al. 2001 ).

A pele é um material complexo e conseqüentemente suas características de reflexão e absorção não são uniforme (MOSS et al, 1989 apud KITCHEN, 2003). A radiação precisa ser absorvida para facilitar as mudanças dentro dos tecidos do corpo e a absorção depende de estrutura e tipo de tecido, vascularidade, pigmentação e comprimento de onda. A penetração de energia para dentro de um meio depende da intensidade da fonte de infravermelho, do comprimento de onda, do ângulo com que a radiação atinge a superfície e do coeficiente de absorção do material (KITCHEN, 2003; LOW, et al. 2001).

O comprimento de onda da radiação infravermelha, que é emitida pela lâmpada terapêutica, atinge a reflexividade máxima na pele humana numa profundidade de 2,5 mm, o qual, segundo Low (2001), atingem a camada derme da pele.

O efeito será, portanto um aumento na temperatura local tecidual, o qual leva a alterações térmicas incluindo alterações no comportamento metabólico e circulatório, na função neural e na atividade celular ( KITCHEN, 2003; LOW et al., 2001).

EFEITOS FISIOLÓGICOS DA RADIAÇÃO INFRAVERMELHA

Os efeitos fisiológicos advindos da radiação infravermelha sobre a superfície cutânea podem se apresentar nas seguintes formas (LOW, et al. 2001; KICTHEN, 2003; ROSA FILHO, et al. , 2003; SCHMIDT, et al. [200-]):

Vasodilatação cutânea: o calor gerado pela radiação gera a liberação de substâncias vasodilatadoras (histaminas dentre outros) promovendo a dilatação dos vasos sanguíneos.
Sudorese: decorrente do aquecimento prolongado e intenso leva ao esfriamento da superfície, pois a água presente na superfície cutânea evapora, o que pode levar uma melhor penetração da radiação.
Aumento do metabolismo: o aumento da temperatura promove um aumento nas atividades metabólicas no tecidos superficiais devido ao efeito direto do calor nos processos químicos. A exposição resulta um aumento das fibras elásticas na parte superior da derme, além de promover alterações na composição dos aminoácidos das proteínas (LOW, et al. 2001; KICTHEN, 2003; ROSA et al., 2003).
INDICAÇÕES

Terapeuticamente, o infravermelho é indicado para os seguintes casos:

Alívio da dor: promove analgesia através do aumento das endorfinas que atuam no mecanismo da teoria da comporta comporta, inibindo assim a dor.
Redução do espasmo muscular: é um relaxante muscular, pois age diretamente no fuso muscular e órgãos tendíneos de Golgi inibindo através do aquecimento das terminações nervosas aferentes.
Aceleração da cicatrização: o aquecimento promove um aumento da taxa metabólica, atividade celular e fluxo sanguíneo local, portanto tem-se observado que o calor encoraja a cicatrização. O calor, em lesões inflamatória nos estágios inicial, não é benéfico, contudo durante o estágio crônico e estágios de reparação e regeneração de tecidos, são todos apropriadamente tratados com aquecimento leve.
Efeito sedativo: tem sido observado um efeito sedativo durante e após o tratamento, o qual o local, no paciente, adormece. Isso pode ser apenas uma conseqüência do alívio da dor ou um fenômeno reflexo desse efeito.
Aumento da amplitude de movimento articular: o calor é muito usado antes do alongamento passivo e do exercício, pois o aumento da extensibilidade do colágeno ocorre em temperaturas mais elevadas.
Prevenção de úlceras de pressão: o calor promove um maior fluxo sanguíneo na pele e dessa forma diminui o risco de lesão em áreas de pele sujeitas à pressão ou à fricção.
Edema crônico de membros: é recomendado o uso de calor em edema crônico das mãos e pés, pois a dilatação dos vasos permite aumento nas taxas de troca de líquidos auxiliando a aumentar a reabsorção do exsudato.
Doença de pele: o calor age na secagem da superfície da pele e promove vasodilatação local, assim controla e combate os fungos que prolifera em locais úmidos. A hipertemia moderada pode afetar a multiplicação celular como na psoríase (LOW, et al. 2001; KICTHEN, 2003; ROSA FILHO; et al., 2003).
CONTRA-INDICAÇÕES

As contra-indicações à radiação infravermelha podem ser resumidas como circunstâncias nas quais:

Sensibilidade térmica cutânea comprometida.
Circulação cutânea arterial deficiente.
Edema traumático(antes de 48horas)
Pacientes com acentuada redução de consciência por drogas ou doenças.
Doença aguda da pele, como dermatite ou eczema.
Lesão da pele por terapia profunda com raios-X ou outras radiação ionizante.
Regulação deficiente da pressão sanguínea.
Enfermidade febril aguda.
Tumores de pele que podem ser estimulados a aumentar seu crescimento (LOW, et al 2001; KICTHEN, 2003; ROSA FILHO, et al. , 2003).
Fisiologia da Pele

Segundo Guyton (2000) a pele é a nossa barreira natural de proteção contra os mais variados agentes agressores, como microorganismos, agentes físicos e químicos. Além disso, a pele é o órgão mais extenso do corpo humano e é muito importante no controle da temperatura e retenção de líquidos. O tegumento humano, mais conhecido como pele, é formado por duas camadas distintas, firmemente unidas entre si: a epiderme e a derme.

A epiderme (MARTINS, 2006) é a camada mais externa da pele é avascular e constituída por células epiteliais, células de Langherans, células de Merckel e melanócitos Possui quatro camadas definidas pelas lterações que envolvem a formação de queratina e diferenciação dos queratinócitos. È multiestratificado, formado por várias camadas (estratos) de células achatadas (epitélio pavimentoso) justapostas.

A derme, localizada imediatamente sob a epiderme, é um tecido conjuntivo que contém fibras protéicas, vasos sangüíneos, terminações nervosas, órgãos sensoriais e glândulas. As principais células da derme são os fibroblastos, responsáveis pela produção de fibras e de uma substância gelatinosa, a substância amorfa, na qual os elementos dérmicos estão mergulhados (GUYTON, 2000). Camada mais espessa da pele que sustenta a epiderme e tem função de flexibilidade, elasticidade e resistência (Martins, 2006)

O Tecido subcutâneo é a camada mais profunda da pele, formada por tecido conjuntivo que envolve as células adiposas formando lóbulos de gordura. É responsável pelo isolamento térmico, provisão de energia e reserva nutricional além de facilitar a mobilidade da pele em relação às estruturas adjacentes (GUYTON, 2000; MARTINS, 2006)

Penetração da radiação infravermelha

A aplicação de calor na pele produz repostas reflexas de modo a dissipar o calor local. Ocorre vasodilatação local na pele aquecida e subseqüentemente vasodilatação dos vasos da pele em outras partes para aumentar a perda de calor do corpo. Portanto quando o calor é aplicado á superfície da pele seja com aquecimento por radiação, ocorre pouco aquecimento dos tecidos profundos, pois eles são protegidos pelo isolamento térmico proporcionado pela gordura subcutânea e pela remoção do calor devido ao aumento do fluxo sanguíneo na pele (LOW , et al, 2001).

A penetração máxima na pele humana ocorre num comprimento de onda da radiação infravermelha entre 0,7 e 1,2 μm, que é uma faixa de muitas lâmpadas terapêuticas. A penetração máxima ocorre com os comprimentos de onda de 1,2 μm, enquanto que a pele é virtualmente opaca para os comprimentos de onda de 2μm e mais. Em 1956, foi demonstrado que pelo menos 50% das radiações com um comprimento de onda de 1,2μm penetram ate uma profundidade de 0,8 mm, permitindo a interação com capilares e terminações nervosas. Visto que a penetração da energia decresce exponencialmente com a profundidade, praticamente todo o calor decorrente a radiação infravermelha ocorrerá superficialmente. Em 1982 foi demonstrado que praticamente toda a energia havia sido absorvida numa profundidade de 2,5 mm (LOW et al. 2001).

Tatuagem e aplicação

A tatuagem é uma das formas de modificação do corpo mais conhecidas e cultuadas do Mundo. Trata-se de um desenho permanente feito na pele humana, é tecnicamente uma aplicação subcutânea obtida através de introdução de pigmentos por agulhas, um procedimento que durante muitos séculos foi irreversível. A motivação para os colecionadores dessa arte é ser uma obra de valor eterno (OSÓRIO, 2006).

As tatuagens são figuras ou inscrições definitivas produzidas pela introdução de pigmento exógenos na pele. Para a realização do procedimento o pigmento é posto sobre a pele, e agulhas descartáveis adaptadas em aparelhos elétricos são utilizadas para a injeção do material na derme. Os pigmentos mais utilizados são o carbono, o sulfeto de mercúrio, tintas vegetais, cobalto, sulfeto de cádmio, óxido de cromo, ocre e óxido de ferro (SACKS, et al. 2004)

Os pigmentos utilizados nas tatuagens são caracterizados pela sua habilidade de absorver luz visível. Ao menos, cerca de 10.000 desses compostos químicos coloridos tem sido produzidos em escala industrial. Em função do fato de absorverem luz com elevada eficiência, em alguma região do espectro visível, alguns desses compostos são capazes de induzir ou participar de reações fotoquímicas (MACHADO, 2000)

A tatuagem como é uma técnica que consiste na perfuração da pele com agulhas apropriadas, acopladas a uma máquina elétrica ou uma haste de sustentação da agulha, que pode apresentar diversos tamanhos e espessuras, por meio da qual pigmentos especiais são introduzidos na derme, de modo que ali permanecem. (SABINO, 2006).

Os objetivos deste trabalho é esclarecer o sobre a ação da radiação infravermelha terapêutica na superfície cutânea com tatuagem e sugerir a sua contra indicação relativa durante o tratamento fisioterapêutico.

METODOLOGIA

Trata-se de um estudo descritivo retrospectivo do tipo estudo de caso clínico. Foi realizado na Clinica de Fisioterapia da Universidade de Uberaba, no campus Centro, analisando o prontuário do paciente. Selecionamos livros textos e periódicos nos bases de dados SCIELO, LILACS, MEDLINE, Biblioteca Cochrane e do acervo da biblioteca da Universidade de Uberaba. As palavras-chaves utilizadas forão radiação infravermelha, termoterapia, fototerapia e tatuagem. No idoma português e espanhol.

RELATO DE CASO

Paciente AVP, sexo masculino, 29 anos, leucoderma, foi encaminhado a clínica de fisioterapia da Universidade de Uberaba (UNIUBE) em maio de 2005, com diagnóstico de Síndrome do impacto em ombro esquerdo. Após minuciosa avaliação do acadêmico de fisioterapia, o paciente queixava de dor e perda da função em ombro esquerdo. Na sua história é praticante de luta-livre e que o quadro clínico já havia 3 meses, com uso de medicamentos que não obteve melhora. Na inspeção local foi observada uma tatuagem em seu ombro esquerdo, em formato de teia de aranha multicolorida (preto e vermelho) de grande extensão, que segundo o paciente foi feita há anos. Após termino da avaliação, o tratamento proposto foi o seguinte: Ultra-som 1MHz, 20%, com intensidade de 0,8 W/Cm²; Infravermelho a uma distância pele/direcionador de 40 cm, com o aparelho a 90º e cinesioterapia com alongamentos e exercícios ativo-assistidos para MMSS. Ressaltamos que o paciente apresentava com sensibilidade normal e durante a aplicação do infravermelho, foi respeitado sempre o limite de calor agradável relatado pelo paciente. Após 2 sessões de fisioterapia com a utilização do infra vermelho, queixou-se ardor, aparecimento de eritema, bolhas e dor de intensidade variável nas áreas dos pigmentos de tatuagem; sendo com estas queixas, foi interrompida a aplicação do infra vermelho, mantendo as outras condutas (Fig. 1). Observamos que o local da lesão foi justamente na maior concentração de pigmentos da tatuagem e que segundo Machado, 2000 estes pigmentos são capazes de induzir ou participar de reações fotoquímicas. Após 16 sessões o paciente relatou melhora do quadro clínico, sem dor e com boa mobilidade no ombro, tendo alta por melhora. Atualmente decorrido aproximadamente 2 anos de lesão visualizamos ainda a presença da cicatriz no local da lesão (Fig. 2).

DISCUSSÃO

Segundo Bernardo ([200-]) as radiações infravermelhas, apesar de não terem a capacidade de ionizar os principais átomos que constituem o sistema biológico, podem acarretar importantes alterações nos níveis energéticos das moléculas e\ou átomos quando são absorvidas. Como conseqüência, essas pertubações energéticas levam a efeitos diversos, como o aumento da energia rotacional, da energia translacional e da energia vibracional dos componentes moleculares do meio, tomando-os altamente reativos, podendo gerar fotolesões.

Schmidt ([200-] ) relata que radiação infravermelha aquece praticamente apenas a epiderme, e que os tecidos mais profundos são aquecidos por condução, atingindo profundidades de até 1 cm. Já Low e Read (2001) descreve que penetração máxima ocorre com os comprimentos de onda de 1,2 μm, enquanto que a pele é virtualmente opaca para os comprimentos de onda de 2μm e mais, ou seja até 1,5 cm atingindo a derme. Segundo Guirrro (2004) relata que a radiação infravermelha é um forma de calor superficial por conversão na qual a radiação incide na pele provocando forte impacto coma as moléculas, os quais chocam e provoca um aumento do movimento e, portanto, energia cinética e a conseqüência disso resulta no aquecimento dos tecido além dos 3mm até no máximo 1 cm de profundidade. Kitchen (2003) relatou que a penetração da radiação é de 0,8mm à 3 mm de profundidade, e que depende tanto as propriedades de absorção dos constituintes da pele, quanto do grau de difusão ocasionada pela estrutura da pele humana. Já Starkey (2001) relatou que a radiação infravermelha atingem 5 mm a 10mm abaixo da pele. Conforme descrito por Barcaui (2004), os pigmentos introduzidos na derme contém cobalto, sulfeto de cádmio e óxido de ferro, são metais de transição.

Segundo Lima (2001), o processo de transmissão de calor em que a energia térmica passa de um local para outro através das partículas do meio que os separa é feita pela passagem da energia de uma região mais quente para outra, dessa forma, as partículas que contém mais energia, vibra com mais intensidade, transmitindo energia para a partícula vizinha, que passa a vibrar mais intensamente e esta transmite energia para a seguinte e assim sucessivamente. Os metais são muito bons condutores de calor , portanto sugerimos que a queimadura foi ocasionada devido á presença destes pigmentos na derme e seu aquecimento.

Kitchen (2003) relatou que pode ocorrer lesões aguda com uma única exposição excessiva de Infravermelha à tempertura de 46ºCelso – 47 ºC acima. A dor ocorre de 44,5º C – 45ºC que serve como proteção provocando uma resposta de retirada do aparelho. A temperatura do calor nos tecidos varia de 40 a 45 º C. Low (2001) relata que a temperatura acima de 45ºC causa dano tecidual, mais isso depende do tempo, da exposição e da temperatura emitida. A distancia entre a fonte luminosa e detector foi definida por Schmidt ([200-]), sendo 40 cm o ponto médio recomendado clinicamente de 30 a 50cm. Quintero (2002) afirma que a distância do aparelho é de 60 cm da pele por 10 minutos. Já Starkey (2001) afirma que deve ser de 60 cm, de duração de 20 a 30 minutos, com ângulo reto de 90º da lâmpada a pele. Segundo Carvalho ( 2003) preconiza-se que a distância de aplicação para o paciente varia de 50 a 75 cm e que o tempo de aplicação deve ser de 15 minutos. Conforme especificada no relato de caso, a temperatura e a distância aplicada durante o tratamento de 40cm está entre as distâncias estabelecidas na literatura.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Este estudo nos mostrou a eficácia da aplicação do aparelho infravermelho e os efeitos benéficos do mesmo no tratamento fisioterapêuticos de diversas patologias.

Conforme discutido, os parâmetros da aplicação da radiação infravermelha foram realizados dentro das indicações estabelecidas por vários autores.

È importante estabelecer, que poucos são os estudos sobre a radiação infravermelha e a reação da mesma sobre a superfície cutânea com tatuagens, e com isso, através deste estudo correlacionamos os pigmentos com a condutibilidade do calor.

Portanto sugerimos a contra-indicação relativa em prescrever a radiação infravermelha em indivíduos com tatuagens, prevenindo assim possíveis queimaduras.

REFERÊNCIAS

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