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Você acha que ficar parado na frente do computador é o grande vilão? Descubra que os hábitos diários podem influenciar muito mais do que o sedentarismo.

É meio óbvio pensar que o sedentarismo causado pela tecnologia nos faz engordar, afinal: a tecnologia foi feita para diminuir nosso esforço e facilitar uma série de tarefas do dia a dia. No entanto, ao contrário do que você pode pensar, não é só isso que faz um viciado em tecnologia engordar.

Cientistas acreditam que o esforço cognitivo que a tecnologia exige faz com que seu cérebro trabalhe de forma mais “primitiva” em outros momentos, fazendo escolhas por impulso, com instinto de sobrevivência ou apenas para tentar recuperar o conforto.

Um estudo realizado em 1999 (e que vem chamando a atenção da comunidade cientifica apenas agora) demonstra de qual forma e por qual motivo engordamos com o vício na tecnologia.

O professor Baba Shiv (que atualmente trabalha em Stanford), em conjunto com Alex Fedorikhin, fez experimentos com 165 estudantes, exigindo que metade da turma memorizasse uma sequência de sete números, enquanto a outra metade deveria lembrar-se de apenas dois dígitos.

Depois da tarefa de memorização, foi oferecido um lanche aos participantes e eles tinham de optar entre uma tigela de frutas ou um bolo de chocolate. O resultado foi surpreendente: quem memorizou sete números era 50% mais propenso a escolher o bolo e não as frutas.

A explicação não parece ser muito lógica, mas, segundo os pesquisadores, o que acontece é muito mais comum do que você pode imaginar: fazer o cérebro trabalhar de alguma forma enfraqueceu a capacidade mental dos participantes, fazendo com que a mente deixasse de ser eficaz em outro momento, para outras escolhas.

Ou seja, para os pesquisadores, sua cabeça funciona como um tanque de combustível: quanto mais você forçar sua mente para determinadas tarefas, menos atenção vai sobrar para outras, fazendo com que o trabalho em todo o resto seja ineficiente.

Mas não é só a eficiência que acaba sendo afetada. A vontade própria também diminui e seu corpo começa a trabalhar mais com o instinto e, por isso, pede pela comida que sabe que é mais gostosa ou força você a descansar e ficar jogado na cama, por exemplo, ou em frente ao vídeo game enquanto você deveria estar fazendo exercícios.



Escolhas simples desgastam a mente
Outro estudo feito com cães mostrou resultados ainda mais interessantes: alguns animais foram orientados a permanecer parados por 10 minutos antes de resolverem um “puzzle” canino – um brinquedo em que eles deveriam encontrar uma solução, enquanto outros foram presos em uma gaiola durante o mesmo tempo.

Os animais que estavam soltos e precisaram trabalhar com o autocontrole para ficar sentados desistiram de resolver o puzzle em menos de um minuto, enquanto o segundo grupo, que só precisou esperar dentro da gaiola, trabalhou por mais de dois minutos até conseguir resolver o desafio.

Isso demonstra que todo o esforço cognitivo gasto com alguma decisões faz com que outras deixem de ter o “combustível” necessário. E, assim como nos cachorros, isso faz com que os humanos escolham refeições mais calóricas, buscando a recompensa mais rápida para o corpo, sem raciocinar o que seria mais adequado para aquele momento.

Para Kyle Wagner, do Gizmodo, essa pode ser uma explicação do motivo que faz com que inteligentes e atarefados CEOs escolham usar todos os dias as mesmas roupas (você se lembra das piadas sobre o guarda-roupa de Steve Jobs? Então...). Mesmo as escolhas mais básicas do dia a dia exigem uma “energia” cognitiva que vai fazer falta depois.



A tecnologia e a falta de controle
Quanto menos intuitivo é um software ou aplicativo que usamos, mais esforço ele exige para ser utilizado. E isso pode fazer você engordar. Quanto mais vezes você precisa fazer escolhas e tomar decisões, mais a sua mente vai pedir por recompensas rápidas, sem que você ainda tenha energia para raciocinar que um prato de salada é mais saudável do que aquele sanduíche gigantesco.

Os pesquisadores começaram a ampliar este cenário para todo o arsenal tecnológico com os quais contamos hoje. Quanto mais você precisa pensar para interagir em uma publicação, menos habilidades cognitivas sobram para que você faça as escolhas “certas” na hora da refeição, e isso tem feito muita gente ganhar quilos a mais.

O mesmo acontece com a interação com o celular e a necessidade de estar sempre atento para responder mensagens ou reagir a cada notificação recebida. Para manter-se engajado na rede, você drena uma série de recursos cognitivos que poderiam ser aproveitados de uma forma melhor.



A solução
Teoricamente, a mudança de hábitos poderia ser a chave para fazer sua mente render melhor ao longo do dia, além de poder até fazer com que você deixe de ganhar peso. Desinstalar o aplicativo que mais gera notificações (ou desativá-las) e deixar de lado sistemas muito complexos quando você percebe que está em estado de estafa são dois exemplos.

Embora nenhum estudo ainda seja conclusivo sobre as formas de influência da tecnologia sobre o nosso corpo, é possível tentar adaptar tarefas do dia a dia (não só as tecnológicas) para não desperdiçar o esforço cognitivo com elementos não tão cruciais assim.

  




Fonte: Reading By Eugene, Gizmodo, Serious Pony






ATITUDE QUE MUDOU UMA VIDA



UM EXEMPLO A SEGUIR, MAS VOCÊ COMPREENDE?

Tracy Henderson, de 30 anos, de Glasgow, chegou a pesar 177 kg, quando resolveu mudar sua dieta e fazer exercícios, se tornando uma instrutora fitness recentemente. 
A mulher acordava no meio da noite, lutando para respirar devido à obesidade, e perdeu incríveis 114 kg em dois anos. 

Tracy Henderson, que agora é uma instrutora fitness, era tão gorda que não conseguia tomar banho corretamente,e nem colocar o cinto de segurança em volta de sua cintura. 
Tracy Henderson, que agora é uma instrutora fitness, era tão gorda que não conseguia tomar banho corretamente, e nem colocar o cinto de segurança em volta de sua cintura. 

Tracy Henderson era tão obesa que não conseguia tomar bando corretamente, e mudou radicalmente sua dieta para perder peso

Ela mudou sua dieta e iniciou a prática de exercícios físicos, alterando sua rotina de intimidações e preconceitos pelo peso, além da baixa estima. 


Tracy disse: “Eu era intimidada na escola e começava a comer mais para me fazer sentir melhor. Como eu era enorme, as pessoas começaram a gritar apelidos para mim na rua e até mesmo jogar as coisas de seus carros.” 

Tracy começou a ter ataques de pânico que a deixavam incapacitada, e foi diagnosticado aos 19 anos com agorafobia, um distúrbio de ansiedade que, na maioria das vezes, está associado às crises de medo. 

Ela foi repetidamente levada para o hospital devido a dores agonizantes no peito, onde os médicos disseram a ela para perder peso se quisesse viver bem. 

Depois de uma dieta de baixa gordura e se alimentando de carnes magras, legumes e frutas, Tracy rapidamente viu seu peso cair. 

Em apenas um ano ela perdeu 95 kg e sua agorafobia e a depressão tornaram-se coisas do passado. 

Ela agora pesa apenas 63 kg e acaba de se qualificar como uma instrutora fitness, a fim de ajudar os outros.

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Sabe-se que cerca de 60% da população brasileira encontra-se acima do peso. O grau máximo desses números está situado nas grandes cidades. Pela vida corrida que as pessoas nas grandes metrópoles levam, acaba caindo no esquecimento a prática de uma vida saudável, que consiste em treinar o corpo, dia após dia.

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