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Em um estudo de vinte anos, cientistas descobriram que a condição é um fator de risco para aterosclerose, moléstia que pode causar infarto e AVC


Grávida

Gestantes diagnosticadas com diabetes podem ter maior risco de desenvolver doenças cardíacas na meia-idade, revelou um estudo publicado nesta quarta-feira no periódico Journal of the American Heart Association.

O diabetes gestacional, que se manifesta durante a gravidez e normalmente some depois do parto, eleva o risco de a mãe desenvolver diabetes no futuro. Durante a gestação, a condição é tratada com dieta, atividade física e, às vezes, insulina e outros medicamentos.


DIABETES GESTACIONAL

O diabetes gestacional é um distúrbio que acomete de 1% a 3% das grávidas, ocorrendo com mais frequência em mulheres obesas. A maioria das grávidas com diabetes gestacional desenvolve a doença por não conseguir produzir insulina suficiente para regular sua taxa de glicose. O problema pode levar a complicações ao recém-nascido, como icterícia, hipoglicemia e problemas respiratórios. O diabetes gestacional pode levar ainda à hipertensão e à perda de proteínas pela urina durante a gestação. Após o parto, a condição costuma desaparecer. Com o passar dos anos, no entanto, grande parte das mulheres que tiveram diabetes gestacional acabam desenvolvendo diabetes tipo 2. 

Em um estudo de vinte anos, pesquisadores descobriram que um histórico de diabetes gestacional pode ser, isoladamente, um fator de risco para aterosclerose — doença que se caracteriza pelo entupimento dos vasos sanguíneos e pode causar infarto e AVC — na meia-idade, antes do aparecimento de diabetes e de doenças metabólicas.

"A gravidez não tem recebido a devida atenção como um período da vida que pode sinalizar um maior risco de doenças cardíacas no futuro", diz Erica P. Gunderson, autora do estudo e pesquisadora do instituto de saúde Kaiser Permanente, nos Estados Unidos. "Esse sinal é o diabetes gestacional, uma condição que eleva o açúcar no sangue durante a gravidez."

 
No início do estudo, os cientistas mediram os fatores de risco para doenças cardíacas em 898 mulheres de 18 a 30 anos, que mais tarde engravidaram uma ou duas vezes. Ao longo de vinte anos, repetiram os exames. Um deles, realizado em média doze anos depois da gravidez, em mulheres de 38 a 50 anos, avaliava a espessura da parede da artéria carótida, relacionada ao risco de ataque cardíaco e AVC.

Das participantes, 119, ou 13%, desenvolveram diabetes gestacional. Os cientistas descobriram que a espessura da camada íntima-média da artéria carótida era 0.023 milímetro maior nas voluntárias que manifestaram diabetes gestacional do que naquelas que não sofreram o problema. "Essa descoberta indica que um histórico de diabetes gestacional pode influenciar o desenvolvimento de aterosclerose antes do desenvolvimento de diabetes e doenças metabólicas.", afirma Erica.


 
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