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Dores persistentes prejudicam a vida pessoal e a profissional dos pacientes. Equipe com médicos de diferentes especialidades garantem tratamento mais eficaz

Dados da Organização Mundial da Saúde revelam que um em cada três adultos no mundo sofre de dores crônicas, aquelas que persistem por mais de três meses. Tais dores, além de trazem prejuízos pessoais, trazem também problemas profissionais. “Ela gera desconforto e compromete o bem-estar social e emocional do paciente, levando à ansiedade e depressão. Com isso, atividades corriqueiras como conversar e dormir podem ficar muito comprometidas. No trabalho, vítimas de dores crônicas podem render menos”, afirma o médico intervencionista da dor, Charles Oliveira.

Para se ter uma ideia, um dos principais problemas enfrentados hoje pelas empresas é o presenteísmo, termo usado para designar trabalhadores que,  fora das condições ideais de saúde, apresentam menos produtividade.

Por isso, buscar um tratamento correto e eficaz - no intuito de sanar a dor, e não se prejudicar profissionalmente - é fundamental. A boa notícia é que o tratamento para essas dores tem evoluído bastante ao longo do tempo e cada dia mais se reconhece a importância do tratamento interdisciplinar no sucesso do tratamento de pacientes com dores crônicas.

“Além do trabalho médico buscando eliminar, sempre que possível, o fator causal da dor para o sucesso do tratamento é fundamental o trabalho de uma equipe formada por psicólogos e fisioterapeutas entre  outros profissionais”, explica o doutor.

Na prática
Portadora de uma dor crônica em sua mão direita conhecida por Síndrome Dolorosa Complexo Regional, Priscila Andrade já não tinha esperanças de melhora após três anos de tratamentos diversos. Apenas quando foi submetida a um tratamento interdisciplinar voltou a acreditar na cura.

“Quando o médico do centro Singular me disse que eu teria que fazer acompanhamento psicológico, achei estranho, porém, já em minha primeira sessão compreendi o motivo de estar ali, e hoje sei qual a real importância do acompanhamento na minha recuperação. Esta parte do tratamento, em minha opinião, é uma das mais fundamentais para todos os pacientes pois a ansiedade e a depressão, além de piorarem a dor, nos fazem acreditar que nunca melhoraremos”, lembra Priscila.

O tratamento da paciente começou com procedimentos médicos para o controle da dor. Na sequência, a equipe multidisciplinar entrou em ação com o trabalho de fisioterapia associado ao acompanhamento de uma psicóloga.  

Prestes a receber alta do tratamento, Priscila aprendeu que, embora tenha uma doença que a acompanhará por toda a vida, enquanto ela estiver bem fisicamente e emocionalmente, ela não será impedida de realizar suas atividades de trabalho e lazer.  “O tratamento da dor crônica tem evoluído muito nas últimas décadas. Entender como o paciente sente a dor tem contribuído muito na construção de novos saberes, que nos permitem uma melhor compreensão para o tratamento destes pacientes”, diz a especialista em Terapia Comportamental Cognitiva do Centro, Ana Paula Cachola Carvalho.

    
 
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