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Fortalecimento muscular protege contra quedas e colabora com a absorção de cálcio


A alimentação balanceada e prática de exercícios físicos é uma combinação mais que perfeita e vem sendo difundida, cada vez mais, pelos especialistas da área de saúde. Ao promover a qualidade de vida, essa rotina saudável também protege uma parte importante do nosso organismo: os ossos.

Uma doença muito comum e cuja expectativa é acometer ainda mais pessoas, em função do envelhecimento da população, é a osteoporose, ou seja, o desgaste ósseo do corpo que aumenta em muito o risco de fraturas. Um relatório da IOF (Fundação Internacional da Osteoporose) aponta que a doença já atinge uma em cada três mulheres com mais de 50 anos no Brasil – nelas a incidência é maior devido à menopausa e à queda brusca na produção hormonal. Ainda segundo o estudo, a incidência de fraturas de quadril no Brasil crescerá 32% até 2050.

O diretor do Hospital de Reabilitação Geriátrica REGER, o médico geriatra Dr. Roberto Schoueri Junior, atesta que a prevenção é possível, mas exige algumas mudanças de hábitos, que envolvem a prática de exercícios físicos e uma alimentação adequada. Segundo ele, a prática de exercícios físicos fortalece os músculos, melhora o equilíbrio, protegendo o corpo contra quedas e ainda colabora com a absorção de cálcio pelo organismo. “Para incorporar o cálcio adequadamente à matriz óssea é preciso estar em pé. Mesmo que a pessoa se alimente bem, o exercício físico é fundamental”, explica ele, enfatizando a necessidade da prática frequente de exercícios, desde a infância. “Prepara-se para a velhice desde a infância e a juventude, a partir da alimentação rica em cálcio e dos hábitos saudáveis que promovem um aumento da matriz óssea”, completa.

Na clínica onde o especialista atua, mesmo os pacientes com dificuldade de locomoção em grau elevado praticam atividades físicas, ainda que de forma limitada. Bolas, bicicletas ergométricas e halteres são utilizados em exercícios, sempre com o acompanhamento da equipe de fisioterapia. “Pacientes que nem andavam, hoje conseguem se locomover. Qualquer avanço é uma vitória. Para os nossos pacientes, subir as escadas com caneleira já é um exercício que pode requerer muito esforço. Vale lembrar que o melhor remédio é prevenção, depois que instalada, a osteoporose não tem cura, todo tratamento é para melhora da dor, funcionalidade e qualidade de vida”, afirma a chefe do setor de fisioterapia do REGER, Lúcia Miquelini.

A DOENÇA – A osteoporose é uma doença silenciosa e, na maioria dos casos, relacionada ao envelhecimento. O primeiro sintoma pode se dar em uma fase avançada da doença, quando um dos ossos já está poroso e causa uma fratura espontânea.

A partir dos 50 anos, é possível detectar a osteoporose com um exame chamado densitometria óssea, que mede a densidade mineral dos ossos e permite iniciar o tratamento da doença precocemente, com medicação, suplementação de cálcio e vitamina D.

FATORES DE RISCO – Hábitos nada saudáveis e algumas características físicas funcionam como fatores de risco para a osteoporose. São eles: histórico familiar da doença; deficiência hormonal; consumo de medicamentos a base de cortisona; deficiência de cálcio; baixa exposição à luz solar; tabagismo; consumo de álcool; certos tipos de câncer e algumas doenças reumatológicas, endócrinas e hepáticas.

 

Perguntas frequentes:

Quando deve-se iniciar a avaliação da osteoporose?

De maneira geral, a densitometria está indicada a partir dos 65 anos. Antecipa-se para os 60 ou 55 anos de acordo com a presença de fatores de risco para a doença. Antes mesmo desta idade usa-se algoritmos, que são uns questionários direcionados para a detecção da osteoporose. Pode-se antecipar o exame em pacientes cuja altura esteja diminuindo, com dor nas costas, cifose e com fatores de risco para a osteoporose: história de fraturas após a menopausa, baixo peso, índice de massa corporal abaixo de 21, história familiar de fratura de colo do fêmur, fumantes, etilistas ou portadores de artrite reumatóide.

Essa avaliação tem que ser feita anualmente?

Depende. Pessoas idosas cuja densitometria é normal ou com osteopenia leve devem ser orientadas a fazer exercícios e ter uma dieta rica em cálcio, mas podem repetir a densitometria depois de um prazo de dez anos. Já aquelas com osteopenia moderada devem repetir o exame dali a três anos e aquelas com osteopenia avançada ou com osteoporose devem fazer o controle anualmente. Pacientes em tratamento repetem o exame a cada um ou dois anos no inicio, depois o exame pode ser mais espaçado.

Quais as medidas preventivas mais eficazes para pacientes idosos?

O mais adequado é uma alimentação adequada, com ingestão de cálcio que chegue a 1200mg por dia e vitamina D entre 800 e 1000 UI ao dia, a prática de exercícios físicos e os cuidados com relação ao risco de quedas.

E quanto à ingestão de cálcio, qual a recomendação correta?

O mais adequado é a ingestão de produtos com elevado teor de cálcio, que são o leite e derivados. Uma baixa ingestão de cálcio na dieta se associa a uma maior frequência de osteoporose, porém não há nenhuma vantagem de se administrar complementos de cálcio em pessoas com uma dieta variada e rica em cálcio.

Apenas mulheres devem se preocupar?

Não, homens também têm osteoporose, mas com menor frequência. A densitometria deve ser feita em pacientes idosos  magros ou com perda de peso, sedentários, com história de fraturas ou em usuários de corticoides ou de supressão androgênica, além de etilistas e fumantes.

E a vitamina D?

É importantíssima para a absorção e incorporação do cálcio ao osso, dentre outras funções. Depende da exposição ao sol, mesmo que por pouco tempo, mas isso chega a ser um problema, pois os pacientes idosos são instruídos a evitar o sol e/ou usar protetor solar, devido ao risco de câncer de pele. Daí, sobra a possibilidade de reposição oral da vitamina D


 
 
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