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A leucemia é o tipo mais frequente com 80% de possibilidade de recuperação

Mesmo representando a primeira causa de mortes por doença entre crianças e adolescentes de 0 a 18 anos no Brasil, o câncer têm 80% de chance de cura quando diagnosticado precocemente e tratado em centros especializados. O progresso no desenvolvimento do tratamento nas últimas décadas também contribui para a porcentagem de recuperação e a boa qualidade de vida dos pacientes.

Estima-se que, no Brasil, ocorram 9 mil novos casos de câncer por ano nesta faixa etária. Portanto, torna-se indispensável que os pais ou responsáveis observem os sinais dados pelas crianças e jovens e mantenham as consultas periódicas ao pediatra de confiança, que possui todo o histórico de saúde do menor.

Os tipos de câncer mais frequentes de 0 a 18 anos são as leucemias (que afetam os glóbulos brancos), os de sistema nervoso central, os linfomas (sistema linfático), e os chamados tumores sólidos, como o neuroblastoma (tumor de células do sistema nervoso periférico) e o tumor de Wilms (tipo de tumor renal).

“Os sintomas do câncer infantil são febre duradoura (por semanas), anemia profunda, sangramentos e manchas roxas, dor óssea, gânglios, fígado e baço aumentados”, explica o Prof. Dr. Paulo Taufi Maluf Júnior (CRM/SP 21.769), do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas e do Hospital Sírio-Libanês.

O hematologista e oncologista pediátrico esclarece que o câncer na infância representa  2% de todos os casos da doença na população em geral. “Mesmo em pequena proporção se comparado ao todo, a ocorrência traz repercussões impactantes aos parentes e gera angústia e envolvimento de todos os familiares, com consequências emocionais, econômicas, sociais para os envolvidos”, afirma o pediatra.

O Prof. Dr. Paulo Maluf destaca que o câncer é uma doença de origem genética, onde   genes especiais sofrem mutações e enviam ordens erradas às células, que iniciam um processo de divisão anormal e acelerada. O médico afirma ainda que crianças que sofrem de síndromes raras, doenças familiares e hereditárias, com tendência à malignidade, elevam a possibilidade de câncer. Um exemplo são as crianças com síndrome de Down que têm maior chance de desenvolver leucemia.

“O câncer infantil não é mais uma condição fatal diante da grande chance de cura. Para tanto, é recomendável que os pais ou responsáveis relatem qualquer sinal, mesmo que tênue, ao pediatra. Essas observações podem alertar para uma investigação mais profunda e, às vezes, contribuir para o diagnóstico de tumores de fácil remoção e cura”, conclui o oncologista pediátrico.

  
 
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