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Estudo relaciona a produtividade do trabalhador com a cirurgia na coluna

Anualmente, mais de 10 milhões de pessoas sofrem com dor nas costas, nos Estados Unidos. Desse contingente, cerca de 200 mil são submetidos à uma cirurgia de coluna para aliviar a dor provocada pela hérnia de disco. A cirurgia para remover o disco danificado ou herniado é considerada a maneira mais eficaz de melhorar a qualidade de vida desses pacientes, nos casos em que o tratamento conservador é ineficaz.

Mas, até agora, pouco sabíamos sobre os benefícios sociais da cirurgia sobre a produtividade no local de trabalho. Um novo estudo descobriu que os ganhos anuais médios estimados dos pacientes que se submetem à uma cirurgia de hérnia de disco são de 47.619 dólares, em contraposição a 45.694 dólares daqueles que se submetem a tratamentos não-cirúrgicos. Portanto, o ganho anual é maior em 1.925 dólares para os pacientes que optam pela cirurgia de hérnia de disco. Além disso, os pacientes que se submeteram à cirurgia perdem menos dias de trabalho a cada ano, em comparação aos pacientes que optam pelo tratamento não cirúrgico.

O novo estudo, publicado na revista The Journal of Clinical Orthopaedics and Related Research (CORR) sugere que o tratamento cirúrgico para a hérnia de disco aumenta os ganhos médios anuais e reduz o número de dias perdidos de trabalho entre os empregados que apresentam dor nas costas. Os autores de How Does Accounting for Worker Productivity Affect the Measured Cost-Effectiveness of Lumbar Discectomy? consideram que estas cirurgias são rentáveis ​​e podem resultar em economia para a sociedade quando a dor nas costas do paciente é aliviada, a longo prazo. O estudo constatou que, durante um período de quatro anos, a cirurgia resultou em compensações de custos de mais de 5.000 dólares devido a maiores ganhos para os pacientes que fizeram a cirurgia.

Para conduzir o estudo, os pesquisadores revisaram a literatura sobre o tema e empregaram dados de estudos anteriores. Os dados coletados foram aplicados ao modelo de decisão de Markov, onde eles estimaram os custos diretos e indiretos associados ao tratamento cirúrgico e ao tratamento não-cirúrgico para a hérnia de disco, comparando os custos com a renda familiar, os dias de trabalho perdidos e os pagamentos por invalidez .

“A dor nas costas provocada pela hérnia de disco é uma das condições mais dolorosas e incômodas para o paciente, uma vez que tanto em pé, quanto sentado, a dor pode se agravar. Como resultado, se o paciente trabalha em pé ou sentado em uma mesa, a dor nas costas pode afetar em cheio sua capacidade de trabalhar”, explica o neurocirurgião especializado em colua, Cezar Augusto de Oliveira (CRM-SP 123.161).

Segundo dados do estudo, a dor provocada por uma hérnia de disco faz com que o empregado médio perca 26 dias de trabalho a cada ano e passe 34 dias na cama, afastado do trabalho. “Já a cirurgia de hérnia de disco, quando bem indicada, pode diminuir a dor, aumentar a produtividade e reduzir o número de dias de trabalho perdidos. Este estudo reforça o que o corpo de pesquisa vem indicando, ao longo dos anos, que a cirurgia para reparar a hérnia de disco é eficaz e de baixo custo”, afirma o neurocirurgião.

Um pouco mais sobre a hérnia de disco

A hérnia de disco lombar é uma patologia de alta incidência na população de adultos jovens, entre 20-40 anos, pois nesta idade é comum a ruptura do ânulo fibroso (porção externa do disco) em atividades rotineiras como levantar um peso, ficar muito tempo sentado, trocar um móvel de lugar, etc.

“Nesta faixa etária, a porção interna do disco (núcleo pulposo) encontra-se bastante hidratada, quando ocorre a ruptura do ânulo externo, este material pode extravasar e causar a compressão de uma raiz nervosa, fisiopatologia da hérnia de disco extrusa. Quando este fragmento extravasa, é gerado um processo inflamatório associado à compressão da raiz nervosa, como consequência isto gera dor no trajeto cutâneo inervado por esta raiz (dermátomo). O nome clínico deste sintoma é ciatalgia ou dor ciática, dor que inicia em região lombar ou glútea e se irradia pela face posterior da coxa, perna e pode chegar até o pé”, explica o médico, que também é membro da Sociedade Brasileira de Coluna.

Em geral, a dor aguda dura poucos dias e o alívio é gradual em 1-4 semanas, em torno de 90% das vezes isto pode ser controlado com medicação e o material herniado (extravasado) volta para o interior do disco.

Já os casos de dor refratária, que não passam com medicação ou que estão causando muita compressão radicular (sintomas de adormecimento da perna, dificuldade em movimentar o pé, alterações do reflexo aquileu ou sintomas esfincterianos) podem necessitar de cirurgia com o intuito de aliviar a dor e prevenir sequelas neurológicas.

“Sintomas de dor e anormalidades sensoriais normalmente não requerem intervenção imediata, mas os pacientes que têm fraqueza significativa, evidências de síndrome da cauda equina ou de um problema progredindo rapidamente podem necessitar de tratamento cirúrgico mais rápido. A cirurgia é realizada para remover a hérnia de disco e liberar espaço ao redor do nervo comprimido. Dependendo do tamanho, da localização da hérnia e dos problemas associados (estenose espinal, artrite), a cirurgia pode ser realizada com o emprego de diversas técnicas. Em casos mais simples, a discectomia endoscópica ou a microdiscectomia  da hérnia de disco podem ser possíveis. No entanto, em alguns casos, uma cirurgia maior, como a discectomia aberta com colocação de parafusos, pode ser necessária”, explica Cezar de Oliveira.

Segundo o médico, hoje, novas técnicas cirúrgicas permitem que o cirurgião possa realizar um procedimento chamado de discectomia endoscópica. “Em uma discectomia endoscópica, o cirurgião utiliza instrumentos especiais e uma câmera para remover a hérnia de disco através de incisões muito pequenas. A microdiscectomia endoscópica é um procedimento semelhante à discectomia aberta tradicional, que retira a hérnia de disco, mas utiliza-se de uma incisão menor. Ao invés de realmente olhar para o fragmento de hérnia de disco e removê-lo, o cirurgião utiliza uma pequena câmera para encontrar o fragmento e instrumentos especiais para removê-lo. O procedimento não requer anestesia geral, é feito através de uma pequena incisão, com menos dissecção dos tecidos. O cirurgião utiliza o raio-x, a câmera e instrumentos especiais para remover o fragmento do disco. A microdiscectomia endoscópica é apropriada em algumas situações específicas, mas não em todos os casos. Muitos pacientes são mais beneficiados com uma discectomia aberta tradicional”, explica o neurocirurgião, especializado em coluna.


CONTATO:
Site: http://endoscopiadacoluna.med.br
Email: drcezar@endoscopiadacoluna.med.br
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ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO:
Márcia Wirth
MW- Consultoria de Comunicação & Marketing em Saúde
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