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O diagnóstico positivo de câncer muda o cotidiano e a maneira que os membros da família se relacionam. É necessário escolher a melhor forma de conversar abertamente sobre a doença.

O diagnóstico positivo de câncer muda o cotidiano e a maneira que os membros da família se relacionam. Segundo a especialista em Oncologia Clínica do IOP, Dra. Rosane do Rocio Johnsson, a confirmação de alguma neoplasia traz uma série de sentimentos confusos e, em muitos casos, de difícil compreensão para o paciente, membros da família e amigos. “Não há uma maneira certa ou errada para se comportar nessa situação. Porém, é necessário escolher a melhor forma de conversar abertamente sobre a doença. A sinceridade é muito importante”, diz a oncologista

O momento em que o paciente vai contar para os familiares é importante, ele deve ser sincero, mostrando qual a realidade da sua saúde. A boa notícia vem com o avanço da tecnologia, já que o diagnóstico deixou de ser uma sentença fatal. Por esse motivo a aceitação entre as pessoas está crescendo, principalmente entre a família e amigos que devem estar presentes durante as fases do tratamento. Apesar dos avanços, muitos pais ainda possuem receio de conversar com as crianças, mas em vários casos são elas justamente quem mais oferece apoio aos pacientes. “A conversa com os filhos deve ser franca e sem fantasiar a situação, e sim falar o que está acontecendo na medida certa.

O jovem deve saber que o familiar está doente e que algumas coisas podem mudar”.

A reação das crianças pode surpreender positivamente os familiares. A especialista conta que existem situações onde os filhos pequenos possuem diversas informações sobre a doença em questão. “Temos exemplos de crianças que estão bem informadas e que fazem perguntas dignas de adultos, pois hoje em dia a informação pode ser encontrada em diversos locais, como nas redes sociais, sites e na escola. Com toda forma de informação, essas crianças serão adultos cientes sobre a prevenção e cuidado com o paciente.”

Existem muitos casos onde as crianças ajudam muito o tratamento, principalmente quando entendem de fato a real situação do parente que está em tratamento. “Às vezes, os baixinhos mostram que são capazes de enfrentar qualquer situação, pois muitas vezes deixam o cabelo parecido com o do paciente, além de interagirem muito e fazer companhia para o familiar doente.”

Evite a exclusão social


Atualmente entre 30 e 40% dos pacientes querem manter ativos os hábitos profissionais e, sem dúvida, isso é muito bom e, em diversas situações, realmente é possível manter uma rotina no ambiente de trabalho. Apesar da rotina diferenciada que deve se adaptar devido ao tratamento, vários pacientes conseguem manter uma vida quase parecida com a que possuíam antes do diagnóstico. “Devemos lembrar que o ser humano é um ser social e que faz parte de grupos familiares, de trabalhos e de amizades. O tratamento é um momento diferente, sim, mas muitas vezes passageiro, principalmente com os avanços da medicina. Hoje em dia as pessoas conseguem mais conforto e qualidade de vida”, finaliza.
 
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