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No Dia Mundial de Combate ao Câncer, 8 de abril, o Brasil ganhou sua primeira obra sobre câncer da adolescência. A obra foi editada pelo Diretor do Departamento de Oncologia Pediátrica do Hospital Santa Marcelina e presidente da TUCCA (Associação para Crianças e Adolescentes com Câncer), Dr. Sidnei Epelman.

No Dia Mundial de Combate ao Câncer, 8 de abril, o Brasil ganhou sua primeira obra sobre câncer da adolescência. Editado pelo Diretor do Departamento de Oncologia Pediátrica do Hospital Santa Marcelina e presidente da TUCCA (Associação para Crianças e Adolescentes com Câncer), Dr. Sidnei Epelman, a obra "Oncologia no Adolescente", traz uma atualização dos diversos tipos de câncer próprios da adolescência, sua incidência e os tratamentos mais indicados para cada tipo da doença.

"Oncologia no Adolescente" tem contribuição de alguns dos profissionais mais respeitados da área no Brasil e no mundo. O professor Emérito do Departamento Pediátrico do MD Anderson Cancer Center, localizado na Universidade do Texas, nos Estados Unidos, Norman Jaffe; e o diretor de pesquisa clínica do Instituto Nacional do Câncer (INCA), Carlos Gil; são algumas das referências em oncologia que emprestaram seu conhecimento à obra.
De acordo com o Dr. Sidnei Epelman, editor do livro, o material é de suma importância, pois ressalta a diferença substancial entre o tratamento da criança e do adolescente com câncer. "O progresso no tratamento da criança com câncer foi um dos mais significativos da história da medicina. Por outro lado, o mesmo não ocorreu entre os adolescentes e adultos jovens. Entre os vários motivos para essa realidade, estão os investimentos no tratamento da doença em crianças que ainda são superiores", revela.

Para se ter uma ideia, a incidência de casos de câncer em adolescentes entre
15 e 19 anos é 50% maior que em crianças menores de 15 anos. E, ainda assim, os investimentos para o tratamento da doença na maior faixa etária são inferiores.

Além de abordar os tratamentos do câncer na adolescência, o livro ainda revela os tipos mais comuns da doença no país. O Linfoma é o câncer mais presente entre os adolescentes brasileiros, correspondendo a 19% dos casos. E os Linfomas de Hodgkin e o Osteossarcoma são mais comuns nos meninos que em meninas.

Uma outra questão diferencia o câncer na criança do adolescente: enquanto a Leucemia é o tipo de maior incidência entra os pequenos, nos adolescentes ela é baixa: apenas 6% dos casos.

No Brasil, o Hospital Santa Marcelina, em parceria com a TUCCA, oferece a adolescentes carentes com câncer um tratamento integral e individualizado, sem custo ao paciente ou a família. Para tal possui uma equipe multidisciplinar dedicada a assistir essa população de pacientes.

"A justificativa de oferecer um ambiente apropriado à assistência do adolescente com câncer é importante e muitos estudos apontam para o estresse experimentado por esse grupo etário quando tratado em unidade pediátrica e/ou clínica, uma vez que busca estabelecer a independência, a autonomia e tantos outros aspectos cruciais dessa etapa da vida ", explica o editor de "Oncologia no Adolescente".



O livro "Oncologia no Adolescente" faz parte da série Série Câncer e é distribuído pela editora Atheneu.
 
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