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Um estudo na Finlândia acompanhou dez pares de gêmeos por três anos para averiguar se a propensão genética teria um peso maior do que o modo de vida sobre a saúde.

Na pesquisa, 10 irmãos realizaram exercícios e seus pares gêmeos não. O resultado causou pouco surpresa; ele descreve a diferença positiva que o ato de se exercitar tem sobre o corpo, principalmente sobre o cérebro.

Comparados com seus irmãos sedentários, gêmeos que se exercitaram nos três anos analisados pela pesquisa demonstraram índices mais baixos de gordura corporal, melhor equilíbrio dos níveis de açúcar no sangue e maior volume da massa cinzenta cerebral, responsável pelo controle da coordenação motora.

A pesquisa foi conduzida na universidade finlandesa de Jyväskylä.

O desafio dos pesquisadores foi encontrar dez pares de gêmeos monozigóticos – formados a partir do mesmo óvulo – com hábitos alimentares semelhantes mas padrões diferentes de atividade física nos três anos anteriores. No caso específico da pesquisa, eles eram homens entre 32 e 26 anos de idade.

Ao adotar esta metodologia, a equipe procurou anular os efeitos da genética nos resultados finais.

Tradicionalmente, estudos científicos que procuram identificar exatamente os efeitos do exercício na saúde esbarram no problema das diferentes cargas genéticos dos indivíduos estudados, bem como do ambiente em que vivem.

Examinando gêmeos idênticos, que possuem a mesma carga genética, foram criados em ambientes semelhantes e mantêm dietas parecidas, os pesquisadores acreditam ter conseguido isolar ao máximo o efeito dos diferentes padrões de atividade física sobre a saúde de cada um deles.

"Entre os gêmeos saudáveis nos seus 30 anos de idade, o maior nível de atividade física está associado a uma melhor homeostase da glicose (equilíbrio do açúcar no sangue) e uma modificação do volume de massa cinzenta no estriado e córtex pré-frontal do cérebro, independentemente da carga genética", escreveram os pesquisadores.

"As conclusões podem contribuir para redução do risco de diabetes tipo 2 e limitações motoras mais tarde", afirmam.

O estudo foi publicado na revista científica Medicine & Science in Sports & Exercise.

 
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