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Micrografia, ato de escrever com letra pequena, é comum no Parkinson.
Caneta tem vibrações que relaxam musculatura da mão e ajudam escrita.

 Pensando em um problema que afeta o cotidiano das pessoas com a doença de Parkinson - a perda da habilidade de escrever de forma legível - um grupo de pesquisadores desenvolveu uma caneta especial que promete neutralizar os efeitos da mão trêmula durante a escrita.

A caneta, chamada ARC, foi criada pelo grupo britânico Dopa Solution's especialmente para pessoas que sofrem de micrografia: condição em que a letra fica cada vez menor até tornar-se ilegível.


Ela funciona por meio de vibrações que estimulam e relaxam os músculos da mão, eliminando temporariamente a rigidez, o que faz com que a ponta da caneta deslize mais facilmente sobre o papel. "Pensamos que a vibração pode agir como um ponto de partida para começar a escrever e para reduzir o esforço redundante em controlar a escrita" afirmou o grupo, por e-mail.

 O produto já foi testado por um grupo de pacientes, que apresentaram uma melhora geral de 86% na qualidade da escrita. A principal motivação dos pesquisadores da Dopa Solution, empresa formada por jovens designers e engenheiros, é fazer com que as pessoas com Parkinson não deixem de escrever ou desenhar por causa da dificuldade.

Para que a caneta chegue ao mercado, ainda são necessários mais testes e investimentos. "Achamos que um grande teste de usuários em parceria com médicos será nosso próximo passo para a efetividade e confiança do produto. Então, estamos procurando por investidores para pesquisas futuras e para a fabricação", afirmou o grupo.


 
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