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Mulheres na pós-menopausa fazendo a TRH, por um longo período, podem ter um risco aumentado para a extração da catarata, especialmente aquelas que têm o hábito de ingerir bebidas alcoólicas
 
Um estudo prospectivo de oito anos, realizado com mais de 30.000 mulheres suecas na pós-menopausa, descobriu que aquelas que estavam fazendo ou tinham feito a Terapia de Reposição Hormonal (TRH) apresentavam taxas significativamente mais elevadas de remoção de catarata em comparação com mulheres que nunca tinham feito a TRH. O consumo de álcool parece aumentar o efeito nocivo da TRH.

Mais de 4.300 cirurgias de catarata foram realizadas nas participantes do estudo, entre 1997 e 2005. O risco de remoção de catarata das mulheres que tinham feito a Terapia de Reposição Hormonal havia aumentado em 14%. Já as que faziam uso, no momento, da TRH apresentavam risco de 18% em comparação com as mulheres que nunca haviam feito a TRH. Segundo os pesquisadores, a maior duração da TRH está correlacionada ao aumento do risco. As mulheres que faziam uso, no momento do estudo, da TRH e também relataram tomar mais que uma dose de bebida alcoólica, por dia, tiveram o risco aumentado em 42% em comparação com as mulheres que nem faziam a TRH e nem usavam álcool. O tabagismo não afetou significativamente o risco.

"A catarata é mais prevalente em mulheres na pós-menopausa do que nos homens em idades semelhantes. Isto implica que as diferenças hormonais estão envolvidas no surgimento da catarata e sugere um possível papel do estrogênio. O estudo conclui que a Terapia de Reposição Hormonal (TRH) age a favor do surgimento da catarata”, afirma o oftalmologista Virgílio Centurion (CRM-SP 13.454), diretor do IMO, Instituto de Moléstias Oculares.

Segundo Centurion, os receptores de estrogênio já foram detectados no cristalino, área que torna-se turva e inflexível quando uma catarata se desenvolve. De ocorrência natural (endógena), o estrogênio parece proteger o olho da catarata, antes da menopausa. Os estrogênios exógenos, como os usados ​​na Terapia de Reposição Hormonal não funcionam da mesma maneira. “Por exemplo, a TRH aumenta os níveis da proteína C-reativa, associada ao desenvolvimento da catarata em outros estudos. O estudo também descreve como o álcool e a TRH podem interagir para aumentar os níveis de estradiol, o que também parece afetar o risco da catarata”, diz o oftalmologista.

Grandes estudos anteriores sobre a TRH e o risco da catarata, nos Estados Unidos, na Austrália e na Europa relataram resultados mistos. Alguns desses estudos incluíam mulheres que estavam na pré-menopausa e, portanto, possivelmente protegidas pelo estrógeno endógeno. Os resultados do estudo sueco podem ter sido impactados por fatores únicos desta população: todas as mulheres participantes compartilhavam da mesma etnia e todas tinham igual acesso aos cuidados médicos.

O estudo não identificou o tipo de TRH nem o tipo de catarata. "Se estudos futuros confirmarem as associações encontradas pelos pesquisadores suecos, o aumento do risco de remoção da catarata deve ser adicionado à lista de potenciais resultados negativos da Terapia de Reposição Hormonal”, afirma o médico, que é membro da ALACCSA, Associação Latino-Americana de Cirurgiões de Córnea, Catarata e Cirurgias Refrativas.

Contato:
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Assessoria de comunicação:
Márcia Wirth
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