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Tradicional combinação brasileira promove sensação de saciedade e previne doenças

A dupla arroz e feijão deve fazer parte do prato todos os dias

Todo mundo que está em processo de emagrecimento pensa que substituir o arroz com feijão pelo grelhadinho com salada é uma das saídas para exibir uma silhueta sem pneuzinhos. A boa notícia é que a tradicional combinação brasileira pode fazer parte do seu cardápio diário sem ser vista como a vilã da dieta, garantem as nutricionistas consultadas pelo R7.

No entanto, como com qualquer outro alimento, a recomendação número um é não exagerar. Quando consumimos de maneira equilibrada, a mistura fornece os nutrientes e a energia necessários para o bom funcionamento do organismo, alerta a nutricionista Débora Poletini Ferreira, da rede de hospitais São Camilo, em São Paulo.

— O arroz e o feijão juntos promovem uma sensação de saciedade, regulando o apetite e auxiliando no processo de emagrecimento. Para não cometer exageros, a proporção ideal é de três porções de arroz para uma de feijão.

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O guia alimentar do Ministério da Saúde recomenda a ingestão de arroz e feijão todos os dias, já que o consumo diário desses alimentos também ajuda a prevenir doenças, como problemas cardiovasculares, diabetes, câncer de cólon e o mau funcionamento do intestino.

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A explicação para isso é que a dupla é rica em fibras — que ajudam a reduzir a fome e também diminuem a absorção de açúcares e gorduras. Mas os benefícios não param por aí. Do ponto de vista nutricional, o arroz com feijão é uma combinação perfeita, garante a nutricionista Maria Elisabeth Machado, do CRN-3 (Conselho Regional de Nutricionistas de São Paulo e Mato Grosso do Sul).

- O arroz é pobre em aminoácidos lisina, que estão presentes no feijão. Já o feijão não apresenta o aminoácido metionina, que é abundante no arroz. Assim, essa combinação tipicamente brasileira forma uma proteína de alta qualidade nutricional.

Além das proteínas, o arroz oferece carboidratos, vitaminas do complexo B, ferro, é um alimento de fácil digestão e raramente provoca alergias. O feijão, por sua vez, contém mais proteína do que qualquer outro alimento de fonte vegetal, sendo fonte de vitaminas do complexo B, ferro, potássio, zinco e outros minerais essenciais, enumera Débora.

Para deixar a refeição ainda mais saudável e nutritiva, as especialistas orientam incluir uma porção de proteína, que pode ser carne vermelha, frango, peixe ou ovo, e ainda legumes e verduras, de acordo com a preferência de cada paladar.

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No caso de crianças e adolescentes, a tradicional combinação brasileira é ainda mais importante, já que fornece boa quantidade dos nutrientes necessários para o crescimento e desenvolvimento, diz a nutricionista do São Camilo.

- A combinação é totalmente indicada para crianças e já pode ser introduzida a partir dos seis meses em forma de papa. Nas fases pré-escolar e escolar, o arroz e feijão devem ser oferecidos inteiros para estimular a mastigação. Além disso, é importante educar as crianças para consumir alimentos menos refinados, sendo uma boa opção o arroz integral.

Débora avisa que o arroz integral possui mais nutrientes e minerais e menos carboidratos que a versão branca ou polida.

Inimigos da saúde

Apesar de saborosa, a feijoada é considerada um prato “gordo” devido à mistura de carnes, linguiça, toucinho, orelha de porco, rabo, pé, carne-seca, costelinha e lombo que lhe conferem o sabor característico da receita. Dessa forma, a grande quantidade de gorduras se sobrepõe à riqueza dos nutrientes do feijão preto com arroz.

A boa notícia para aqueles que não conseguem abrir mão do prato é que já existe a versão light da feijoada, substituindo algumas carnes e controlando a quantidade colocada no prato, ensina Débora.

- Três dicas são muito importantes na hora de comer a feijoada: escolher somente um tipo de carne, colocar um volume maior dos alimentos menos calóricos, como a couve e a laranja, e não repetir a refeição.

Segundo Maria Elisabeth, qualquer preparação é prejudicial se for consumida em grande quantidade e com frequência, no entanto, “se o consumo for esporádico não há nenhum prejuízo”, conclui.

Fonte: R7-Saúde

 
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