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O colesterol consiste em lipídeo produzido pelo fígado ou adquirido pela alimentação. Mas, em excesso, podem resultar problemas. Yolanda Schrank, endocrinologista e integrante do corpo clínico do laboratório Bronstein Medicina Diagnóstica, é quem debate o tema

O colesterol consiste em lipídeo produzido pelo fígado ou adquirido pela alimentação. Após ser absorvido no intestino, ele entra na corrente sanguínea, na qual passa a incorporar as lipoproteínas (compostas por lipídeos e proteínas), que permitem a solubilização e o transporte da gordura no sangue. É o que explica Yolanda Schrank, endocrinologista e integrante do corpo clínico do laboratório Bronstein Medicina Diagnóstica. De acordo com a especialista, as principais lipoproteínas são os quilomícrons (ricos em triglicerídeos), o HDL (conhecido como o bom colesterol), o LDL (denominado mau colesterol) e o VLDL. “O colesterol é essencial para nosso organismo, sendo precursor dos hormônios esteroides, dos ácidos biliares e da vitamina D, além de também fazer parte da membrana celular. Mas, em excesso, ou seja, na presença de hipercolesterolemia, podem resultar problemas”, comenta. 

“A hipercolesterolemia é resultado da interação entre fatores genéticos e ambientais. A principal consequência da hipercolesterolemia é a formação da placa aterosclerótica. A aterosclerose, por sua vez, é uma doença inflamatória crônica, de origem multifatorial, em que a hipercolesterolemia, a hipertensão e o tabagismo representam os três principais fatores predisponentes. A doença cardiovascular (DCV), representada pelo infarto agudo do miocárdio (entupimento dos vasos do coração) e o acidente vascular cerebral (entupimento dos vasos cerebrais) são consequência direta do processo aterosclerótico. Quando lembramos que a DCV é a principal causa de morte em adultos, entendemos a importância do controle do colesterol”, acrescenta.

Como é uma doença silenciosa, que não apresenta sintomas, o diagnóstico é feito por meio de análises do sangue do paciente. Por isso, é muito importante a realização de exames periódicos. “Eventualmente, o excesso de triglicérides (outra fração de gordura do sangue) pode levar ao surgimento de manchas ou erupções amareladas na pele, os chamados xantomas”, afirma.

O ideal é que o paciente procure um médico e se submeta às medidas necessárias. “O tratamento da hipercolesterolemia se baseia essencialmente na mudança de estilo de vida (alimentação adequada e atividade física regular) e, em alguns casos, há a necessidade de medicamentos, como as estatinas. Além disso, o paciente deve procurar eliminar fatores de risco, como o tabagismo”, conclui a médica.

Alimentos ricos em colesterol
Vísceras de animais (fígado, miolo, miúdos); leite integral e seus derivados (queijo, manteiga, creme de leite); biscoitos amanteigados; croissants; folheados; sorvetes cremosos; frios (presunto, salame, mortadela); pele de aves; frutos do mar (lagosta, camarão, ostra, marisco, polvo) e gema de ovo, entre outros.

Como aumentar o HDL-colesterol (o colesterol bom) e diminuir o LDL-colesterol (o colesterol ruim)
Mudança de estilo de vida, incluindo dieta equilibrada; exercício físico aeróbico (caminhada, corrida ou ciclismo, de três a seis vezes por semana, por 40 minutos); abstenção do fumo (o fumo leva à queda de HDL-colesterol) e perda de peso, nos casos indicados de combate à obesidade. O uso de gorduras insaturadas encontradas nos óleos de oliva e de canola, nas azeitonas, no abacate, na castanha, nas nozes e nas amêndoas reduz o colesterol total, sem diminuir o HDL-colesterol. Diminuir a ingestão de gordura saturada existente nas carnes gordurosas, no leite e seus derivados, na polpa de coco e no óleo de dendê, por exemplo.

O que fazer antes do exame no laboratório
Orienta-se manter jejum por um período de 12 a 14 horas. Recomenda-se não alterar a dieta habitual e o peso não deverá ter variações expressivas nas duas semanas que antecedem o exame. Evitar atividade física vigorosa nas 24 horas que precedem a coleta e suspender a ingestão de álcool 72 horas antes. Dessa forma, os resultados serão confiáveis. É indispensável que, por ocasião da amostra para os exames, mantenha-se sempre a rotina diária para que os resultados sejam comparáveis.
 
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