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Icterícia e inchaço abdominal são alguns sinais e alerta para formas graves de doença hepática.

As doenças do fígado com frequência são silenciosas, ou seja, não apresentam sintomas. Muitas pessoas acreditam que um gosto amargo na boca está associado com doença no fígado, mas essa é uma queixa inespecífica, que pode ser desencadeada por várias causas, como gastrite, lesões dos dentes ou na gengiva, infecções na faringe ou amígdalas, desidratação, jejum prolongado, cigarro e medicamentos, geralmente sem relação com doenças do fígado. Assim como tontura, dor de cabeça e náuseas, que muitas vezes estão associados a um quadro de enxaqueca. 

Entre as doenças que acometem o fígado, as mais comuns são: esteatose hepática, hepatites por vírus (A, B, C, D, E), doença hepática alcoólica, esquistossomose, hepatite autoimune e hepatite medicamentosa. Outras doenças menos frequentes incluem a hemocromatose (doença por acúmulo de ferro), doença de Wilson (doença por acúmulo de cobre no fígado), doenças das vias biliares intra-hepaticas, como a colangite esclerosante, a cirrose biliar primária e a colangite autoimune. A esteatose hepática é um acúmulo de gordura no fígado, geralmente causada por um distúrbio metabólico associado à obesidade, diabetes, elevação dos níveis de colesterol ou triglicérides. Também pode ser decorrente da ingestão abusiva de bebidas alcoólicas. Não causa sintomas, portanto somente é diagnosticada com exames de sangue ou ultrassonografia, seja de rotina ou solicitados por alguma suspeita clinica.
A doença hepática alcoólica pode causar sintomas como dor abdominal, icterícia e náuseas. Esses sinais aparecem nos casos de hepatite aguda decorrente do abuso na ingestão de álcool, ou, com maior frequência, nas fases avançadas da doença, quando o fígado já está bastante comprometido. Portanto as pessoas que ingerem bebidas alcoólicas com frequência devem ser submetidas a exames periódicos para avaliação do fígado.
A hepatite autoimune é decorrente de disfunção do sistema imunológico, com produção de anticorpos que agridem e destroem progressivamente as células do fígado, também cursam de forma silenciosa, apresentando sintomas somente quando existe maior dano ao fígado.

A cirrose biliar primária acomete as vias biliares dentro do fígado e se caracteriza por causar intenso prurido no corpo, com outros sintomas somente em fases avançadas da doença. 
A esquistossomose, também conhecida como barriga d'água por desencadear formação de ascite (água na barriga) em fases avançadas, é causada pelo Schistossoma mansoni, um parasita de caramujos encontrados em lagoas da região nordeste. A pessoa se contamina ao entrar na lagoa com esses caramujos. O parasita se aloja no fígado, acarretando fibrose com endurecimento do órgão, semelhante à cirrose. Somente apresenta sintomas em fases avançadas de doença. 
Toda vez que ocorre uma agressão aguda ao fígado podem aparecer sintomas como mal estar geral, febre, dor no lado direito do abdômen junto às costelas, náuseas, vômitos, urina escura (colúria), fezes mais claras (hipocolia fecal) e olhos amarelados (icterícia), portanto esses são sintomas de doença aguda no fígado. São mais comuns nas hepatites virais agudas (A, B, C, D E), mas também podem aparecer em outras doenças infecciosas gerais, sistêmicas ou agudas que acometem o fígado, como mononucleose, toxoplasmose e infecção por citomegalovírus. 

Alguns desses sintomas, como náuseas, icterícia e colúria, também aparecem em hepatite aguda desencadeada por algum medicamento. Por isso deve-se procurar um médico para a realização de exames para a identificação da doença. 
Como a maioria das doenças do fígado não causam sintomas, uma pessoa pode estar doente e não ter conhecimento disso, somente descobre a doença com a realização de exames de rotina. Podem ser feitos tanto exames de sangue para avaliação de fígado, as transaminases, como exames de imagem, como a ultrassonografia de abdômen, que mostram alguma alteração.

Quando as doenças não são identificadas precocemente vão agredindo progressivamente o fígado, causando inflamação crônica com formação de fibrose, que leva a uma alteração da estrutura, endurecimento do fígado e destruição de células, os hepatócitos, o que caracteriza a cirrose hepática. O endurecimento do órgão leva a um aumento de pressão na veia que chega ao fígado (veia porta), trazendo sangue do trato digestivo. Consequentemente, há dilatação da veia porta e de veias próximas, como as que vão para estômago e esôfago, formando varizes.

A cirrose inicial, quando o fígado ainda está com sua função preservada, ou seja, filtrando o sangue, produzindo albumina e substâncias necessárias para coagulação do sangue, pode não acarretar sintomas, mas, conforme a doença vai piorando o fígado vai perdendo suas funções, levando à insuficiência hepática, aparecendo vários sintomas gerais como cansaço intenso, perda de apetite, perda de massa muscular, inchaço nas pernas, icterícia. A icterícia é decorrente do acúmulo de bilirrubina no sangue e deposição na pele, pela redução de sua metabolização e excreção pelo fígado doente, frequentemente causa coceira por irritação das terminações nervosas. Junto com a icterícia costuma ocorrer fezes claras (hipocolia fecal) e urina escura (colúria). 
O paciente com doença hepática pode apresentar equimoses (manchas roxas na pele) e sangramentos após pequenos traumas, pela deficiência de fatores de coagulação que são produzidos pelo fígado. Além da deficiência dos fatores de coagulação, os pacientes com cirrose e hipertensão portal frequentemente apresentam redução das plaquetas, o que também colabora para uma maior dificuldade em coagular o sangue.

Pacientes do sexo masculino com cirrose frequentemente apresentam ginecomastia, que é o desenvolvimento de mamas. As causas ainda não estão bem definidas, mas acredita-se que seja pela elevação nos níveis de estrogênio no sangue, tanto pelo aumento da produção como pela redução da metabolização desse hormônio pelo fígado. Outro fator importante para o surgimento da ginecomastia é o uso do diurético espironolactona para o tratamento da ascite nos pacientes com cirrose, pois esse é um efeito colateral do medicamento.

Outros sintomas mais sérios e muito frequentes da doença hepática crônica em fase avançada, quando o fígado se encontra bastante comprometido, são a ascite, a hemorragia digestiva e a encefalopatia hepática. 
A ascite é um acúmulo de liquido no abdômen, decorrente tanto do aumento de pressão nos vasos intra-abdominais, como da redução dos níveis de proteína sanguínea pela diminuição na ingestão, decorrente da perda de apetite e da diminuição na produção pelo fígado. Muitas vezes pode se tornar muito volumosa, com grande aumento do abdômen, causando desconforto, cansaço e falta de ar. 

A hemorragia digestiva geralmente ocorre pelo rompimento das varizes de esôfago, pode aparecer por vômitos com sangue, ou sangue nas fezes, o doente pode perder grande quantidade de sangue nestes episódios. O aumento da pressão no sistema digestivo também pode acometer as veias do intestino e do reto, provocando hemorroidas e sangramento anal.

A encefalopatia hepática é uma alteração das funções cerebrais decorrentes de acúmulo de toxinas no cérebro. As substâncias digeridas e absorvidas pelo trato digestivo passam pelo fígado, onde são metabolizadas, ou filtradas, antes de seguir para o resto da circulação sanguínea. Alguns derivados de proteínas de origem animal, como a amônia, são tóxicos para o cérebro e precisam ser metabolizados pelo fígado, mas na doença avançada muitas vezes não são metabolizados ou não passam pelo fígado, pelo desvio de sangue pela hipertensão portal, dessa forma atingem e se depositam no cérebro causando a encefalopatia.

A encefalopatia hepática pode se manifestar com quadros leves, com letargia, sonolência intensa, alteração no ritmo do sono vigília (ou seja, a pessoa dorme muito durante o dia e fica mais desperta a noite), irritabilidade, dificuldade de concentração, confusão mental e desorientação no tempo e espaço, até quadros mais graves, com redução do nível de consciência e coma. 

O aparecimento de inchaço, ascite, icterícia, hemorragia e encefalopatia caracterizam uma doença hepática avançada, com prognóstico ruim, por isso é importante a prevenção, o diagnóstico precoce e tratamento das doenças do fígado para evitar progressão para formas mais graves, onde muitas vezes a única possibilidade de tratamento é o transplante hepático.

Fonte: Minha Vida


 
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