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O grande número de casos de microcefalia na região nordeste do Brasil colocou o Ministério da Saúde em alerta. Sobretudo devido a possibilidade dessa condição estar associada ao Zica vírus, transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, o mesmo transmissor da Dengue e da febre Chikungunya.
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A microcefalia é uma malformação congênita, em que o cérebro não se desenvolve de maneira adequada e os bebês nascem com perímetro cefálico menor que 33 cm – valor considerado normal, podendo levar a um retardo mental. Esta condição pode se dar pelo uso de substâncias químicas ou por agentes biológicos (infecciosos), como vírus e bactérias. A microcefalia pode ser detectada no pré-natal e o médico que está acompanhando a gestante que deverá indicar o método de imagem mais adequado para investigação e diagnóstico.
O zika vírus é menos agressivo que o vírus da dengue para a pessoa que é picada pelo mosquito, não havendo registro de mortes relacionadas à doença até agora, e os sintomas geralmente desaparecem entre 3 e 7 dias. Porém, o alerta maior está no caso das mulheres grávidas, já que foi constatada a relação entre a infecção por este vírus e os casos de microcefalia em bebês.
Os pacientes infectados pelo zica vírus costumam ter os sintomas parecidos com os da dengue e são tratados apenas para aliviar os sintomas, mas da mesma maneira que nos casos de dengue, deve-se evitar os medicamentos à base de ácido acetilsalicílico (aspirina). Em geral, são prescritos anti-inflamatórios e analgésicos, mas não se automedique. Em caso de suspeita, procure atendimento médico.
Segundo dados do Ministério da Saúde, já foram notificados à Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) mais de 1200 casos suspeitos de microcefalia, identificados em 311 municípios de 14 estados do Brasil. Pernambuco mantem-se com o maior número de casos (646). Seguido pelos estados da Paraíba, Rio Grande do Norte, Sergipe, Alagoas, Bahia, Piauí, Ceará, Maranhão, Rio de Janeiro, Tocantins, Goiás, Distrito Federal e Mato Grosso do Sul.
O Ministério da Saúde já confirmou a relação entre o Zika vírus e o surto de microcefalia no Nordeste do Brasil, a partir de exames realizados em um bebê, do Ceará, com microcefalia e outras malformações congênitas. Em amostras de sangue e tecidos, foi identificada a presença deste vírus. Essa é uma situação inédita na pesquisa científica mundial.
As investigações devem continuar para esclarecer questões como a transmissão desse agente, a sua atuação no organismo humano, a infecção do feto, bem como o período de maior vulnerabilidade para as gestantes. Em análise inicial, o risco estava associado aos 3 primeiros meses de gravidez, mas agora já se fala nos 6 primeiros meses. O ideal é que o cuidado para não entrar em contato com o mosquito Aedes aegypti seja durante todo o período da gestação.
Neste momento, o Ministério da Saúde reforça às gestantes que não usem medicamentos não prescritos pelos profissionais de saúde, que façam um pré-natal qualificado e realizem todos os exames previstos nesta fase, além de relatarem aos profissionais de saúde qualquer alteração que perceberem durante a gestação. Também é importante reforçar as medidas de prevenção ao mosquito Aedes aegypti, com o uso de repelentes, uso de roupas de manga comprida, mosquiteiros e todas as outras medidas para evitar o contato com mosquitos, além de evitar o acúmulo de água parada.
As mulheres grávidas não precisam se desesperar. Precisam sim seguir as orientações do médico que acompanha seu pré-natal e continuar com as mesmas precauções que já vinhamos tomando por conta da dengue.
Uma das preocupações das autoridades é no que diz respeito a quantidade de criadouros do Aedes aegypti, já que a presença do mosquito nos deixa vulneráveis a estas três condições de saúde – dengue, febre chikungunya e a microcefalia em bebês.
>> Confira o que fazer para evitar proliferação do mosquito, e consequentemente dessas 3 doenças associadas a ele
É de extrema importância a participação de todos nós no combate ao mosquito Aedes aegypti. A primeira coisa a ser lembrada é que evitar que o mosquito se prolifere em água parada é a melhor maneira de nos prevenirmos.
Então, vamos a algumas ações importantes para evitar e/ou eliminar os focos de reprodução.
  • Coloque areia nos pratinhos dos vasos de plantas. Isso evita que a água fique acumulada.
  • Cuidado com recipientes que possam armazenar água em seu pátio ou jardim.
  • Mantenha sua Caixa d’água fechada da maneira correta para evitar que tampas improvisadas acumulem água e tornem-se também criadouros.
  • Limpe as Calhas de sua casa para também evitar o acúmulo de folhas deixe água parada.
  • Mantenha a tampa do vaso sanitário sempre fechada, limpe e dê descargas regulares.

 
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