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O motivo evolutivo para o orgasmo em machos humanos é óbvio: ele vem muitas vezes com a ejaculação, essencial para a fecundação. E, quanto mais vezes um homem experimenta o orgasmo, mais vezes ele ejaculou e, portanto, mais descendentes poderia deixar. Provavelmente, um macho que tem essa experiência tem mais chances de fecundar e achar parceiras reprodutivas do que os que não sentem nenhum prazer.

Por outro lado, o processo físico por trás do orgasmo feminino é, de longe, mais difícil de explicar em termos evolutivos. Não é tão simples, até porque as mulheres ficam grávidas uma vez por dado período de tempo e podem fazer isso sem sentir prazer algum. Então, por que ele faz parte da experiência sexual feminina? É alguma forma de adaptação evolutiva, selecionado para a contribuição à existência da espécie ou é apenas um ato sortudo? E, se for uma adaptação, que vantagens de sobrevivência são oferecidas?

A teoria de retenção de esperma

Homens e mulheres experimentam as mesmas mudanças psicológicas durante um orgasmo, que é o clímax do ato sexual. Tipicamente, ele dura menos de um minuto. Em ambos os sexos, o reto se contrai em intervalos de aproximadamente 0,8 segundos, um ato involuntário, e vários músculos do corpo começam a ter espasmos. E é claro que já uma imensa lista de compostos responsáveis pelo prazer, como oxitocina, norepinefrina e serotonina, que saturam o cérebro com uma enchente de alegria.

Em mulheres, os músculos da vagina e do útero sofrem uma série de contrações. Essas contrações são a base de muitas explicações evolutivas do orgasmo feminino – a exemplo da teoria da retenção de esperma. Alguns pesquisadores alegam que quando a vagina e o útero contraem, eles retém mais esperma, possivelmente devido ao fato de que eles se fecham e realizam uma espécie de sucção.

Outra hipótese é de que o orgasmo realmente “acaba” com a mulher, fazendo-a ficar deitada de costas por um bom tempo após o sexo. Isso teoricamente favorece a entrada dos espermatozoides melhor do que se ela estivesse em pé.

Críticos apontam, entretanto, que não há nenhuma prova de que ou essas contrações ou o “abate” da mulher ajudam na retenção de esperma.

A hipótese é, ainda, bem popular, embora outras tenham muitos seguidores. Dentre elas, as mais faladas são:

Orgasmos encorajam a mulher a fazer sexo: Quanto mais uma mulher acasala, mais provável ela se torna de ficar grávida e ajudar na perpetuação da espécie.

Uma evidência interessante para esse postulado é de que, em algumas espécies de primatas não-humanos, machos matam os filhos dos outros, mas não os seus próprios. Alguns pesquisadores sugerem que o orgasmo faz com que fêmeas acasalem com mais machos possíveis, causando confusão quando um deles tentar matar um infante, pois não saberá se o pai é ele ou outro animal.

Orgasmos ajudam na escolha do melhor macho: Pelo fato de que a maioria das fêmeas nem sempre têm orgasmos durante o ato sexual, talvez haja o fornecimento algum tipo de critério seletivo. Talvez, em algum ponto da evolução humana, o orgasmo durante o sexo indicou força, saúde e atenção de um parceiro masculino, significando que uma fêmea poderia determinar a idoneidade de um companheiro pelo fato dele ter feito ou não ela ter tido orgasmo.

O hormônio oxitocina, liberado no orgasmo, causa sucção: Um dos compostos liberados no sangue durante o orgasmo é, como já foi citado antes, é a oxitocina, que também é associada, em parte, com a lactação. Em um estudo, um quando útero sofreu a ação direta do hormônio, ele tendeu a sugar fluidos. Talvez, o orgasmo seja uma adaptação seletiva para sugar o esperma ao útero (mesmo resultado da teoria de retenção de esperma).

Orgasmos encorajam o ajustamento do casal: Os compostos liberados durante o orgasmo tendem a fazer os parceiros ficarem mais próximos um do outro. Evolutivamente falando, essa adaptação pode fazer com que o macho se aproxime mais para cuidar dos seus infantes, aumentando as chances de sobrevivência da espécie.

Essas são as explicações possíveis do porquê as fêmeas experimentam o orgasmo, embora não esteja diretamente conectado à concepção de prazer.

Fonte: Climatologia 
 
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