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O Pilates pode ser uma ferramenta segura e eficaz para trabalhar o corpo de uma gestante, prevenindo ou tratando alguns desconfortos comuns da gestação, sabendo que a mulher sofre alterações em seu corpo durante esse momento, mudanças consideradas fisiológicas e totalmente esperadas. O problema é quando, além dessas alterações, a paciente apresenta outros problemas biomecânicos e/ou musculares prévios àgravidez, podendo exacerbar esses desconfortos e dores. MAS tem solução!
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Quando os exercícios do Pilates são bem executados, principalmente por um profissional especialista,nessa população tão específica, poderá proporcionar enorme bem estar, físico e emocional. Afinal de contas, para lidar com futuras mamães é necessário entender que absolutamente tudo está interligado e que qualquer coisinha aparentemente boba, na realidade, pode ser algo importante para essa mulher e que consequentemente precisará ser levado em consideração por você, profissional.
É claro que uma mulher que nunca adotou o Pilates pode, ou deve, pratica-lo durante a gravidez, porém é recomendado que se inicie a partir do segundo trimestre (por volta da 12ª semana). Praticantes do método ou de outras atividades físicas, antes da gestação, podem continuar sem interrupções se diminuírem a carga dos exercícios em pelo menos 30% e se acompanhadas da certificação do acompanhamento médico pré-natal.


Como em qualquer exercício, o profissional deve estar atentoà gestante durante toda a sessão, sendo indicado um atendimento mais exclusivo possível, para se monitorar cuidadosamente a intensidade dos exercícios, a elevação da temperatura doambiente e prestar a atenção em qualquer sinal de que indique que a paciente não esta se sentindo bem. A intensidade das atividades pode ser quantificada através da escala de BORG (de 0 a 10) ou do teste de fala, onde observamos se a mulher é capaz de conversar sem alterações no ritmo respiratório que possam interferir na fala.
A realização do Pilates pode ainda contribuir para um parto mais fácil, leve e natural – independente de ser um parto normal ou cesariano – uma vez que trabalhamos toda região abdominal e perineal, ensinando a mulher o momento de contrair e relaxar seu assoalho pélvico junto com o trabalho respiratório, além de melhorar a flexibilidade, trazer mais consciência corporal, bem estar e reduzir o estresse.
Esse ainda é o momento onde podemos nos conectar com a mulher e oferecer todo nosso conhecimento científico sobre o momento em que ela está passando, especialmente para fisioterapeutas especialistas em Saúde da Mulher (segue ai um nicho de trabalho). É a época de ajudar sua paciente a entender as mudanças corporais, conhecer melhor seu corpo e se preparar para as próximas etapas, como amamentação, posicionamento adequados para poupar seu corpo de possíveis dores ao executar os cuidados gerais com o bebê e, quem sabe, até poder auxiliar durante um parto, com técnicas de relaxamento globais, analgesia e exercícios específicos para promover uma descida do bebê mais rápida e dilatação do colo do útero, diminuindo o trabalho de parto e reduzindo os possíveis incômodos e dores.
Após o parto a mulher entra em uma fase de readaptação do seu corpo e o Pilates terá como objetivo ajuda-la nessa transição:
– Prevenindo desconfortos musculoesqueléticos comuns nessa fase
– Melhorando seu condicionamento físico
– Condicionando-a para as novas condições biomecânicas do seu corpo com o objetivo de prepara-lo para as atividades especificas desse momento, como troca, amamentação, banho etc.
– Aumentando a estabilidade do seu tronco
– Prevenindo ou tratando sua incontinência urinaria a partir do treinamento do assoalho pélvico
– Prevenindo alterações posturais decorrentes da mudança do esquema corporal
– Diminuindo dores e tensões musculares
– Diminuindo diástase do músculo reto abdominal (separação do músculo reto abdominal)
– Trazendo bem estar geral e proporcionar convívio social.

Independente de a mãe ter ou não praticado o Pilates ou qualquer outro tipo de atividade previa a gestação, é recomendado iniciar as atividades a partir da 6ª semana, devido a volta do sistema cardiovascular para os parâmetros não gravídicos. Na fase inicial são realizados alongamentos globais, mas com foco na região lombar, iliopsoas, peitoral e estímulos a padrões de rotação externa do ombro (objetivando assistir a amamentação), fortalecimento da musculatura paravertebral, membro superiores, região abdominal – bem aplicado e com cautela – para trazer reconhecimento dessa musculatura para a mulher, com objetivo de diminuir/curar qualquer possível diástase, auxiliar na estabilização do tronco e mecânica respiratória, diminuir flacidez decorrente do estiramento muscular e melhorar a circulação intestinal que pode causar constipação.
Por fim, o trabalho do assoalho pélvico continua sendo importante, devido à ação hormonal da relaxina durante os meses gestacionais e/ou traumatismos causados durante o parto, causando flacidez da musculatura e podendo ocasionar incontinência urinária. Assim, seu fortalecimento deve ser realizado sempre durante a pratica do Pilates para, também, se obter uma cicatrização da região mais rápida, assim como a diminuição de qualquer dorna região.
Devido à dificuldade da rotina com um recém-nascido, é comum nós (fisioterapeutas) passarmos, ainda no hospital, orientações de exercícios para serem realizados em casa, até que a mulher possa retornar ao local de atendimento e de preferência levando seu neném junto, para continuar incentivando o aleitamento e o contato entre mãe e bebê.
Então, lembre-se: mamãe saudável e bem humorada significa bebê mais feliz!!
 
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