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Levantamento do SPC revela que consignado contribui para crescimento do número de idosos que não honram dívidas

Em todos os períodos em que o Brasil passou por recessão econômica, o endividamento da população aumentou. Isso pelas altas taxas de desemprego, que contribuem para a inadimplência em diversas faixas da população economicamente ativa. Em 2015, a surpresa é o aumento do número de idosos inadimplentes devido ao empréstimo consignado.

De acordo com levantamento realizado pelo Serviço de Proteção ao Crédito, o SPC, mais de um quarto da população brasileira está com o nome sujo devido ao não pagamento de dívidas contraídas neste ano. A pesquisa revelou que atualmente 54 milhões de brasileiros estão com débitos em aberto.

Entre os inadimplentes, a faixa etária que mais cresceu foi a dos idosos 12,48%, a maior alta registrada pelo estudo do órgão. Em muitos casos, porque a renda está cada vez mais comprometida com despesas da família.

Para a Drª. Vera Brigatto, advogada do CENAAT – Centro de Apoio ao Aposentado e Trabalhador, o endividamento pode ser explicado pelos constantes financiamentos, que resultam numa verdadeira bola de neve para o aposentado.

“O aposentado deseja ajudar a família, mas o dinheiro não rende o suficiente para este objetivo. Então muitos recorrem ao empréstimo consignado, pela facilidade na concessão. E como as contas e os juros estão mais altos, ele volta a tomar empréstimos, ampliando ainda mais sua dívida”, explica a advogada.

Bola de neve

A tomada do crédito e repasse para outra pessoa que não honra o compromisso pode ser somada ao leque de situações que resultam no endividamento do aposentado, já que o débito recai para o tomador do empréstimo. Mas Drª. Vera alerta para outra situação: muitas dessas operações financeiras são realizadas por telefone, onde o solicitante confirma seus dados, que podem estar em posse de pessoas ou empresas que agem de má fé.

 A atual crise econômica que o Brasil atravessa justifica o atual cenário. Aumentos dos custos com saúde, energia elétrica, telefone e os juros do cartão de crédito fazem com que as despesas fiquem maiores, comprometendo o rendimento dos mais idosos, que às vezes sustentam também seus filhos e netos.

“Vivemos em uma época de retração da economia, onde a tendência é o aumento das contas, dos juros e o aumento do desemprego. Para sobreviver a este momento, as pessoas devem se planejar muito para não passarem mais aperto que o necessário”, conclui Drª. Vera.

Para mais informações entre em contato com o CENAAT, em uma de nossas unidades: Rio de Janeiro: Rua Teófilo Otoni, 52 – Sala 1105, Centro – Rio de Janeiro. Telefone (21) 3554-6601; Espírito Santo: Rua Clovis Machado, 176, ED. Conillon, sala 702, Enseada do Suá – Vitória. Telefone: (27) 3029-7888.
 
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